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Publicada em 20/10/2018 - 21h36min

Estadão Conteúdo
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Vera Holtz é tema de documentário

"As Quatro Irmãs" destaca a história da família da atriz, que se divide entre a televisão, cinema e teatro; estreia será em breve

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Vera é uma mulher do mundo, e, ao revezar entre suas residências em São Paulo, Rio de Janeiro e Tatuí, onde nasceu, não nega a sua origem e mantém seu sotaque característico
Para uma celebridade, que vive da imagem, Vera Holtz prefere privacidade. Não gosta de entrevistas, muito menos de abrir sua casa para jornalistas - mas abriu uma exceção para o POP/TV. O arquiteto responsável pela reforma do seu apartamento, Renato Santoro, acompanha a entrevista. Além de amigo, ele é um dos responsáveis pelo estouro da atriz no Instagram. Vera criou uma persona por meio de fotos que, de alguma forma, e prescindindo de texto, comentam temas atuais, do Brasil e do mundo.
Já tem mais de um milhão de seguidores, gente que não perde - e curte - essa outra persona da atriz. Embora seja um megassucesso nas redes sociais, Vera brinca: "Não sou muito boa nessa coisa de tecnologia. Sou incapaz de dar enter, para subir essas fotos. Felizmente tenho o Renato para me fotografar, o Evaldo para fazer o título. A coisa toda é muito profissa", ri. Profissionalíssima. 'Evaldo' é o cineasta Evaldo Mocarzel, que dirige o documentário "As Quatro Irmãs", que será atração na Mostra - que abriu no dia 18 - e, na sequência, entrará em cartaz nos cinemas.
E tem a televisão. Vera permanece no ar com a reprise da novela "Belíssima", no Vale a Pena Ver de Novo. Até há pouco podia ser vista também em "Orgulho e Paixão", novela de Marcos Bernstein livremente adaptada da escritora Jane Austen. A novela também causou nas redes sociais, principalmente nos últimos capítulos, quando o par gay formado por Pedro Henrique Müller e Juliano Laham assumiu seu romance. A polêmica foi grande porque era a novela das 6. As crianças estavam voltando da escola, ou fazendo o dever de casa. Nenhum escândalo.
É uma pena que o papel não consiga reproduzir o sotaque caipira de Vera Holtz. Nascida em Tatuí, interior de São Paulo, em 7 de agosto de 1953 - tem 65 anos, portanto -, Vera alterna-se entre residências em São Paulo e no Rio ("Tenho meu apartamentinho lá"), entre TV, teatro e cinema (e agora as redes sociais). É uma mulher do mundo, mas o sotaque ela não perde. No caso de "Orgulho e Paixão", a personagem era caipira, do Vale do Café. Mas se engana quem pensa que ela tirava de letra e era fácil fazer. "É difícil falar caipira. Posso falar assim, aqui com você, mas na hora de representar vira trabalho de composição. O Marcos (Bernstein) me estimulava a falar caipirês e, quando recebia as cenas, eu lia e pensava. Minha família é enorme. Somos 53 primos e sobrinhos. 'Vou fazer essa cena imitando o primo tal, ou a prima, ou o tio, a tia.' Virava composição, e era gostosode fazer".
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