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Publicada em 27/10/2018 - 23h36min

Nayara Francesco*
copa do mundo

Seleção busca o penta com a presença de oito mogianos

Mesmo sem muito recurso financeiro, Rogerinho aponta que título é possível, pois 'temos os melhores jogadores'

A seleção brasileira de futebol para amputados está em Guadalajara, no México, onde irá buscar o quinto título na Copa do Mundo, com a presença de oito atletas mogianos. Essa é a 15º edição do campeonato, que será disputado com a presença de 24 países. O Brasil estreia hoje contra a Nigéria. Amanhã, a equipe entra novamente em campo para enfrentar o El Salvador e, fechando a fase de classificação, a Seleção Canarinho enfrentará a atual campeã, Rússa, na quarta-feira. A finalíssima será no dia 4 de novembro.
Dos convocados para conquistar o título, sete de 15 jogadores são do Corinthians Mogi, entre eles o craque Rogerinho; além do goleiro do Instituto Só Vida, totalizando oito atletas de Mogi das Cruzes. Artilheiro do Corinthians Mogi e atacante da seleção, Rogerinho disse que o pensamento é a busca do título. "Conseguimos os patrocínios necessários para passagens e camisas, agora partiremos em busca do penta", declarou.
Além do veterano Rogerinho no ataque, outros experientes jogadores compõe o elenco, como o zagueiro Adenir e o goleiro Fabio. Os jogadores que foram convocados pela primeira vez são: Gabriel Magalhães Teixeira (goleiro); Marcelo Roberto de Souza (zagueiro); Wesley Magalhães Soares (zagueiro); Felipe Gonçalves de Jesus, o Formiga (volante); Alan Eduardo Paiva da Conceição (meia) e Willian Machado Farias (meia).
Para chegar ao Mundial, a seleção passou por cinco fases de treinamento, realizadas entre São Paulo, no campo paralímpico, e Mogi das Cruzes, no campo de futebol do Corinthians Mogi. O Brasil é o país que mais tem títulos mundiais. Em seguido estão Uzbequistão e Rússia, com três conquistas cada.
Falta incentivo
Rogerinho enfatizou que a modalidade está em crescimento no mundo todo. No Brasil, a equipe conta hoje com nova comissão técnica, há mais treinamentos do que antigamente, além de novos jogadores. "Isso nos trás a confiança de buscar o título. Ainda temos problemas financeiros para viajar e disputar as principais competições, mas, em qualidade e parte técnica tivemos um ganho e nos garantimos. Se for para disputar uma Copa pensando em ficar entre os quatro melhores, nem saio de casa", apontou. 
De acordo com o craque da seleção, não houve mudanças nas políticas públicas voltadas à modalidade, mesmo com seu contínuo crescimento, no entanto, não faltam esforços de atletas e jogadores para que o Brasil seja bem representado por meio da modalidade nos torneios mundo a fora. "Lógico que, comparado a outros países, não chegamos nem perto no que diz respeito à verba e incentivo para o futebol de amputados. Mas, em relação à atletas, temos os melhores", completou. Os países que são mais desenvolvidos financeiramente da modalidade são Turquia, Polônia, Angola, México, Rússia e Inglaterra.
*Texto supervisionado pelo editor. 
  • Rogerinho: 'Se não for para ganhar, nem saio de casa'.
  • Com nova comissão técnica e mescla de experiência e juventude, time busca título
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