Cidades
Publicada em 10/10/2018 - 22h24min

Lílian Pereira
Eleições

Skaf e França se encontram e confirmam apoio para 2º turno

Reunião foi no Sesi, em Suzano, ocasião em que o atual governador aproveitou para cutucar o adversário Doria

Foto: Vitoria Mikaelli

Adversários no 1º turno, Skaf e França trocam abraço para selar apoio no governo
O candidato à reeleição ao Governo de São Paulo, Marcio França (PSB), chegou na manhã de ontem sozinho à unidade do Sesi de Suzano. Ao entrar no local, encontrou com o terceiro colocado na disputa do 1º turno, o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB). Em um abraço, ficou simbolizado oficialmente o apoio ao pessebista para o 2º turno das eleições contra o empresário João Doria (PSDB), que ocorre no próximo dia 28.
A diferença na porcentagem de votos de ambos foi mínima: Skaf, com 21,09% e França, com 21,53%. Aliados, um dos principais objetivos de França é incorporar no projeto de governo a mesma educação oferecida no Sesi às escolas públicas, além de zerar vagas em creches, colocar lousa digital nas salas de aula e animar o aluno do ensino médio. "Como todos sabem, tenho uma grande preocupação com a Educação e Marcio França tem esse compromisso comigo, de levar qualidade na educação das escolas públicas. Sem dúvida, é um grande motivo de estarmos juntos, de ter esse projeto em comum pela Educação, de tocar as obras de São Paulo, melhorar a saúde e o respeito", garantiu Skaf. Esse foi o primeiro evento da agenda em que eles estiveram juntos.
Acompanhados pelo anfitrião da cidade, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR), Skaf apresentou a instituição para França que, durante coletiva de Imprensa, destacou que conhece Skaf há anos e que a mudança em São Paulo já começou. Dentre os assuntos, o candidato à reeleição comentou sobre a polêmica envolvendo Geraldo Alckmin (PSDB) e Dória. "O gesto e a fala de Alckmin foi porque ele se sentiu humilhado desnecessariamente. O Doria não consegue fazer com que as amizades perdurem", disse.
O pessebista também comentou o fato da vice, a coronel Eliane Nikoluk, declarar apoio ao candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL). "Desde o início, ela já tinha dito a afinidade que tem com Bolsonaro. Eu sabia disso e ela apenas me pediu para garantir que não entraria com o PT", revelou. Com a mesma opinião, Skaf explicou que, independentemente da afinidade com França na área da Educação, já deixou bem claro o apoio ao candidato do PSL e cutucou dizendo que o "governador tem que ser de personalidade". Ao final da coletiva, o presidente da Fiesp disse, "em relação ao caráter do João Doria, é só perguntar ao Alckmin".
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