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Publicada em 06/10/2018 - 01h09min

Democracia

Candidatos levam campanha para as redes sociais como última cartada

Foto: Divulgação

Terceiro colocado, Ciro Gomes aposta na militância
Com o fim das campanhas na TV e rádio, as redes sociais se transformaram no principal canal para os presidenciáveis apostarem as últimas fichas antes da votação do primeiro turno. Com a possível polarização entre o candidato do PT, Fernando Haddad, e do PSL, Jair Bolsonaro, adversários que sonham com vaga no segundo turno adotam estratégias diferentes.
De acordo com o cientista político Kleber Carrilho, da Universidade Metodista de São Paulo, a movimentação dos candidatos pode mudar o cenário eleitoral. "Foi uma campanha muito mais online do que pensávamos que seria. Então, por mais que as pesquisas falem em voto convicto, as redes podem mudar isso e criar movimentos bruscos no final."
Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) aposta na força de sua militância online para fazer sua candidatura viralizar antes da votação. No dia do último debate da TV, quinta, emplacou a hashtag #TsunamiCiro, em referência a algo maior que as "ondas" de apoio a outros candidatos. Geraldo Alckmin (PSDB) opta pelo discurso de que Haddad e Bolsonaro representam candidaturas "radicais". "As grandes viradas acontecem no final", escreveu Alckmin, .
"É possível que as redes causem certa instabilidade no que hoje temos como o cenário para o segundo turno", diz Carrilho. "Há, por exemplo, a possibilidade de que eleitores do Haddad passem a ver Ciro como uma possibilidade de derrotar Bolsonaro. Ou que eleitores de outros candidatos migrem para Bolsonaro por uma vitória no primeiro turno", afirmou o cientista político.
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