Cidades
Publicada em 12/09/2018 - 22h35min

Rinaldo Junior*
Cultura

Companhia teatral apresenta 'Epifania' no fim de semana

Trupe 'Que se passa no teatro' realizará peça cheia de poesia no Galpão Arthur Netto, neste sábado e domingo

Foto: Divulgação

Peça convida o público a refletir sobre julgamentos referentes à pobreza extrema
A companhia "Que se passa de teatro" está há um ano em Mogi das Cruzes e neste mês realizará uma peça especial no Espaço Galpão Arthur Netto e em outros espaços culturais do município. O espetáculo "Epifania" será apresentado nos próximos dias 15 e 16 e contará uma história que faz o espectador enxergar poesia na triste realidade da personagem central.
A peça estreou no dia 6 de agosto com a apresentação no Hospital Doutor Arnaldo, em Mogi. De acordo com o diretor e dramaturgo do grupo, Cristiano Ferrarini, a companhia desenvolve um laboratório sobre o universo do melodrama. "O grupo surgiu em 2017 por meio de encontros nos espaços reservado a cultura do instituto Dr. Arnaldo. O grupo aposta na simplicidade e no poder revelador do teatro popular, abrir possibilidades de fomento e cada vez mais alcançar todas as camadas sociais, propagando esta arte tão visceral e poética que é o teatro", disse.
Já sobre a peça, Ferrarini descreveu que a história traz diálogos simples com um tom de crônica. "A história circula na vida de uma dona de casa cadeirante, viúva, que precisa criar, educar e alimentar seu filho em um país com sérios problemas sociais, uma situação negativa que não é só 'privilégio' do nosso Brasil, mas sim de todas as nações", ressaltou.
A peça convida o público a refletir sobre julgamentos referentes à pobreza extrema, tudo em uma linguagem do teatro popular. A história também oferece pitadas góticas, segmento este considerado um melodrama na América e na Europa do século XVIII, por conta de, esteticamente, trazer acontecimentos sobrenaturais e fantasmas que voltam para querer justiça. No caso do texto do autor, isto é subvertido em uma farsa.
O elenco conta com os atores Rayane dos Santos, Antônio Felix, Aline Moraes, Talita Maria, Gabriel Pereira e Gabriel Rodrigues. O texto e a direção é de Ferrarini, com Janaina Sansil como assistente de direção e sonoplastia, e a cenografia e maquiagem de Talita Maria.
O espetáculo tem duração de uma hora e a classificação indicativa é para jovens e adultos. O preço do ingresso é R$ 15 e as apresentações ocorrerão neste sábado e domingo, às 20 horas no Espaço Galpão Arthur Netto.
*Texto sob a supervisão do editor.

Artes plásticas é a referência do diretor

O diretor e dramaturgo da companhia "Que se passa de teatro", Cristiano Ferrarini, 39 anos, falou à reportagem sobre sua carreira em Mogi das Cruzes

O diretor e dramaturgo da companhia "Que se passa de teatro", Cristiano Ferrarini, 39 anos, falou à reportagem sobre sua carreira em Mogi das Cruzes. Há três anos na cidade, o escritor é natural de São Paulo e formado em filosofia. Além dos projetos teatrais no município, ele também já se apresentou em diversos locais no Estado de São Paulo.
Sua carreira profissional na área teatral e circense começou em 2004 quando fundou o grupo "Trupe Trapo". A partir de então, apresentou seu repertório em diversos teatros e picadeiros como o Teatro da Vila Madalena, Teatro Augusta, Teatro Arthur Azevedo, entre outros. "Sempre utilizei as artes plásticas como referência poética em minhas criações, sou carinhosamente conhecido na classe artística como o pintor palhaço", disse.
Em 2015 mudou-se para Mogi das Cruzes dando continuidade na área das artes plásticas. Hoje compõe o elenco do grupo de poetas "Dissertando no Balcão", projeto que leva artes plásticas como intervenção poética autoral e musical à Grande São Paulo. Além disso, atua como coordenador cultural no projeto Escola Tempo Integral. (R.J.)
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