Opinião
Publicada em 10/07/2018 - 22h55min

Lição de vida

O Brasil e o mundo pararam nas últimas semanas para acompanhar a história dos garotos tailandeses que ficaram presos no fundo de um enorme complexo de cavernas por 17 dias. Eram 12 meninos, com idades entre 11 e 17 anos, e o treinador de futebol da equipe, um ex-monge de 25 anos. Após dias de angústia, na manhã de ontem o mundo recebeu a melhor notícia: todos foram resgatados com vida.
A pergunta que fica diante do milagre que se viu na Tailândia é: o que se leva de experiências desse tipo? A pergunta serve para aqueles que estavam dentro da caverna escura e sobreviveram à maior provação de suas vidas, mas também aos pais desses garotos, às equipes de resgate que participaram da missão, talvez a mais importante de suas vidas, aos médicos, aos voluntários, à população do entorno e até aos jornalistas que cobriram a história que teve final feliz, salvo pela morte de um dos mergulhadores enquanto levava suprimentos para os jovens e ficou sem oxigênio.
Todos os envolvidos nessa grande missão demostraram superação, força, fé, resiliência, inteligência, esforço, doação e muito amor ao próximo. A complexa operação de resgate teve a participação de 90 mergulhadores, sendo 50 estrangeiros e 40 tailandeses. No total, mais de mil pessoas fizeram parte dos trabalhos.
O fato é que em tempos de desunião e mesquinharia, o caso dos "Javalis Selvagens", como é chamado o time de futebol dos garotos tailandeses, é um sopro de esperança de que a humanidade tem salvação, de que o ser humano é bom, é forte e pode fazer muito pelo seu próximo. Que emocionante foi ver a alegria dos mergulhadores e socorristas festejarem o fim do resgate e o salvamento de todos, que alegria ver as imagens dos voluntários comemorando a vida dos garotos e do técnico, e que belas cenas ainda certamente veremos quando as famílias finalmente puderem abraçar seus filhos, quando eles mesmos contarem como foram os dias de isolamento e que lição de vida ainda teremos quando o técnico, que deixou de comer para alimentar seus alunos e que os acalmou por meio da meditação, relatar sua experiência.
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