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Publicada em 06/07/2018 - 22h53min

Merecido

Copa 2018: mais um fiasco para coleção

Jogando mal na maior parte dos jogos da Copa da Rússia, seleção foi parada pela organização belga, e o sonho do hexa, novamente adiado

Foto: EDUARDO NICOLAU/ESTADÃO CONTEÚDO

Neymar começou mal a Copa, ensaiou melhora, mas voltou a ter rendimento ruim
Projeto hexa adiado. Mais uma vez. A seleção brasileira acabou prejudicada por um mau primeiro tempo e foi superada pela eficiência de Bélgica ontem, em Kazan. A derrota por 2 a 1 pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia encerra o sonho de título e acaba com a expectativa de uma população que, quatro anos depois da traumática goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha, voltava a acreditar em uma conquista.
Se em 2014 o Brasil pagou por uma pane contra os alemães, desta vez foi punido por um primeiro tempo ruim. A equipe belga depois de 32 anos está de volta à semifinal de uma Copa e em grande estilo, ao impor ao técnico Tite a primeira derrota em jogos oficiais.
A Bélgica ofereceu de uma vez só dificuldades jamais enfrentadas pela seleção na era Tite. Além de criar ao Brasil uma inédita desvantagem de dois gols no primeiro tempo, a equipe europeia conseguiu desfrutar de uma marcação enfraquecida pela ausência de Casemiro, suspenso. De Bruyne e Hazard tinham grande liberdade. Nenhum adversário teve tanto espaço assim contra o Brasil nos últimos anos.
O começo da partida pareceu promissor para o Brasil, mas foral os belgas que chegaram ao gol aos 13, quando, em um escanteio pela esquerda, Fernandinho fez contra ao cabecear para o gol. A partir disso os chamados Diabos Vermelhos conseguiram preparar a armadilha perfeita. E, 17 minutos depois, a seleção europeia ampliou, com chute de fora da área de De Bruyne. O Brasil se viu em uma quartas de final de Copa em um panorama desastrosamente inédito na era Tite, tanto que o intervalo exigiu atitude. Tite tirou Willian para colocar Firmino. Teve reclamação de dois pênaltis, chutes perigosos e mais contra-ataque belga. Hazard quase fez o terceiro. A seleção colocou Douglas Costa, até que aos 31 minutos, Renato Augusto marcou de cabeça após cruzamento de Coutinho. 
O prejuízo tinha caído pela metade. O Brasil quase empatou com Renato Augusto, Firmino, Coutinho e Neymar. Não houve o abatimento de 2014, a fraqueza emocional de 2010 ou a passividade de 2006. O Brasil saiu da Copa brigando muito e de cabeça erguida. Pena que volta para casa, mais uma vez, de mãos vazias.
A Bélgica, que ampliou a sua invencibilidade para 24 jogos e não perde um jogo desde setembro de 2016, vai encarar a França nas semifinais, na próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.
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