Cidades
Publicada em 11/07/2018 - 22h33min

Caroline Cecin*
Comércio

Com o Brasil fora do Mundial, lojistas apostam no inverno

Expectativa dos comerciantes de roupas e calçados é que a onda de frio favoreça as vendas nos próximos dias

Foto: Vitoria Mikaelli

Para os consumidores, estação fria do ano influencia nas despesas das famílias
Com a despedida da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018 na semana passada e o fim das paralisações do trabalho em função dos jogos, os comerciantes de Mogi das Cruzes retomaram sua rotina. Ainda que o Mundial tenha beneficiado boa parte do comércio, como supermercados, bares e restaurantes, muitos lojistas do setor de vestuário estão decepcionados pela queda das vendas durante o campeonato.
A subgerente de uma loja de sapatos na região central, Kelvin Fernando da Silva, 24, diz que está dependendo do clima frio para o aumento do lucro. "A Copa do Mundo influenciou os nossos horários de atendimento e por isso perdemos muitas vendas. Agora, estamos contando com o inverno para acabar com qualquer aspecto negativo no rendimento". Ela também destaca que, geralmente, essa é a melhor época do ano para a loja. "Tênis e botas são produtos mais caros e a procura por eles cresce durante os meses de junho e julho, o que auxilia bastante na lucratividade".
A onda de frio dos últimos dias também agradou a gerente Carina Godoi, 37. "A Copa do Mundo não atingiu as metas de venda desejadas, e, na verdade, até nos atrapalhou. Já nos últimos dias, com a eliminação do Brasil no torneio e a chegada do frio, foi possível observar uma demanda maior dos consumidores, principalmente em busca de agasalhos. Esperamos que esse clima continue e nos ajude a atingir a expectativa de 20% de aumento nas vendas", ressaltou.
Enquanto o frio é um fator positivo para os comerciantes, ele acaba pesando no bolso de muitos clientes. A podóloga Ivane de Almeida Ferreira, 47, é uma das pessoas que tendem a comprar mais no inverno. "Sou uma mulher que prioriza a qualidade dos produtos, é inevitável que eu gaste mais durante essa época, sobretudo com casacos. Em comparação ao ano passado, posso observar que as roupas estão mais caras, inclusive", declarou.
Já para o professor, vindo da Bahia, Alessandro Marinho, 38, os preços estão acessíveis. "Pelo o que ando notando, o preço está bom e não muito diferente dos outros invernos. Como sou pai, eu priorizo minha filha na hora de gastar e compro muito casaco pela necessidade de se agasalhar", disse.
A camareira Ilza Mario Lopes da Silva, 57, é outra pessoa que pensa mais nas crianças na hora de gastar. "Eu sou avó, então estou toda hora comprando roupas para meus netos. Seja no frio ou calor, sempre tento encontrar um meio termo entre qualidade e preço na hora de comprar, mas sempre acabo gastando mais no inverno, não só em roupas, como também em cobertor e comida", esclareceu.
*Texto supervisionado pelo editor.
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