Cidades
Publicada em 10/07/2018 - 22h58min

Juanribe Pagliarin

Pai Nosso, oração universal

Foto: Divulgação

Juanribe Pagliarin é teólogo, advogado, publicitário e autor
- Portanto, MT vós orareis deste modo: Pai Nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu Nome. Venha a nós o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal. Porque Teu é o Reino e o Poder, e a Glória, para sempre, Amém. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.
Notas do Autor: MT 6.9-15
"Pai Nosso que está nos céus". A primeira coisa que esta oração nos lembra é que temos Deus como nosso Pai. Não somos órfãos abandonados neste mundo. E, se Ele é o nosso Pai, somos irmãos uns dos outros. Esta oração mostra como deve ser o nosso relacionamento com o Pai Celestial e com os outros seres humanos aqui na Terra.
"Venha a nós o Teu reino". Os filhos de Deus devem orar para que o Seu Reino seja implantado na Terra.
"Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no céu". Ninguém duvida que a vontade de Deus seja inteiramente feita no Céu. Os anjos, arcanjos, querubins, serafins, animais celestiais e anciãos O servem com extrema fidelidade, obediência e alegria. Na Terra, porém, nem sempre a Sua vontade é feita. Jesus é o Único que cumpriu a Sua vontade até o fim (Mc 14.36, Mt 26.42, Lc 22.42) e ensina os Seus seguidores a colocar a vontade de Deus em primeiro lugar, porque ela é sempre boa, perfeita e agradável, mesmo quando isso significa caminhar para a Cruz.
"O Pão Nosso de cada dia". A vida é para ser vivida sem ansiedade, um dia de cada vez, porque o Nosso Pai Celestial sabe o que nos é necessário, antes até de Lhe pedirmos (Mt 6.8). Porém, o verdadeiro Pão que temos de buscar é o Pão Vivo que desceu do Céu (Jo 6.35-58).
"E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores". O objetivo do Senhor ao ensinar esta oração não foi fornecer uma cópia para ser repetida indefinidamente - já que Ele, cinco minutos antes, já se havia manifestado contra as orações repetitivas - e, sim, ensinar o princípio do perdão. Isto ficou claro no comentário que o Senhor fez logo após a Oração:
"Porque, se perdoares aos homens as suas ofensas..". O nosso relacionamento com o Pai Celestial depende do nosso relacionamento com os nossos irmãos aqui na Terra. Porém, ao dizer "homens", Jesus mostrou que a abrangência desse Princípio do Reino alcança, inclusive, aqueles que não consideramos nossos irmãos. Quem não perdoa indistintamente não faz a vontade do Pai aqui na Terra, não é ouvido por Deus, não alcança perdão e, consequentemente, ainda não recebeu o Seu Reino. O ensinamento é: sem perdão, não há resposta de oração e, muito menos, Salvação.
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