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Publicada em 30/06/2018 - 20h56min

Estadão Conteúdo

Espírito aventureiro

Malvino Salvador une sua paixão por motos, aventura e adrenalina ao Coronel Brandão

Foto: Divulgação

Malvino mostra que está muito entusiasmado com o seu personagem, um homem que é coronel do Exército brasileiro, mas desejaria assumir um outro papel; sua atuação faz o público refletir sobre a dubiedade do ser humano
Curtindo uma fase profissional bem produtiva, Malvino Salvador vem conquistando o público da TV interpretando o Coronel Brandão, na novela das 18 horas da Globo, "Orgulho e Paixão", de Marcos Bernstein. Personagem complexo, mas que possibilitou ao ator unir o trabalho à sua paixão pelas motos. 
Por ser uma trama de época, as motocicletas usadas são um tanto diferente das atuais, bem mais simples. E o ator mostra que não apenas gosta de motos, mas que entende um bocado delas. Ele explica que "as motos vieram das bicicletas, que começaram um pouco assim mesmo, simples e as primeiras tinham pedal, só depois é que passaram a ter pedal único". 
Para quem acompanha "Orgulho e Paixão", a impressão é que as motos usadas sejam bem limitadas. Mas o ator afirma que "elas pegam uma velocidade boa, às vezes a gente não consegue acelerar por conta da gravação, que tem de acompanhar um carro, mas quando a câmera está afastada, acredito que chegue a uns 80 km por hora", conta.
Além desse privilégio de poder atuar em cima de uma moto, Malvino mostra que está muito entusiasmado com esse personagem, que o faz refletir sobre a dubiedade do ser humano. "Ele é interessante, é um ser humano, com defeitos e qualidades, um cara que, naquele período, a novela se passa por volta de 1910, mantém em sua vida as normas de um coronel do Exército". 
Mas na trama, essa função não o satisfaz plenamente, o que o leva a procurar algo que o complete. "Na verdade, ele queria ser outra pessoa e isso para mim é o que molda o Brandão, é o desejo dele de ser um homem aventureiro, na verdade ele queria ter uma outra vida", explica Malvino. "Brandão queria mesmo é atuar de uma outra maneira, ter outra profissão, mas acabou que a vida fez com que ele fosse esse militar e ele assume isso como um dever de ser uma pessoa honrada, um sujeito que é exemplo para as outras pessoas", explica o ator.
"Mas o problema é que o espírito aventureiro dele é mais forte do que isso, do que essas amarras", diz Malvino, que completa enfatizando o outro lado do personagem, que faz com que ele entre em conflito com ele mesmo. "Ele não consegue deixar de se aventurar, por exemplo, participando de corridas clandestinas e é aí que surge a primeira contradição com relação à postura da personagem, pois ele tem de esconder isso de todo mundo, porque naquela época essas corridas, especificamente, tinham apostas", afirma. 
Em meio a esse dilema pessoal, o Coronel Brandão, sem querer, assumirá uma outra personalidade. "Certo dia, ele se vê numa situação em que está todo coberto, mascarado, e consegue resolver um assalto, depois salva umas crianças num incêndio", conta Malvino. "E é aí que ele começa a gostar de viver esse outro homem, um meio herói que salva pessoas, e se transforma no Motoqueiro Vermelho", completa.
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