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Publicada em 01/06/2018 - 22h02min

Renato Ramos

Transporte rodoviário

Durante as últimas semanas o país praticamente parou devido à greve dos caminhoneiros. Os motoristas bloquearam estradas e impediram a passagem de cargas, fazendo com que insumos essenciais faltassem ou sofressem uma alta excessiva, como combustíveis e alimentos perecíveis.
O país inteiro ter ficado nas mãos desses trabalhadores levanta uma questão muito importante, que é o quão somos dependentes do transporte rodoviário e do trabalho desses caminhoneiros.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Ilos, especialista no setor de logística, cerca de 63% do transporte de carga no país é realizado através do modelo rodoviário. É devido a essa dependência que os caminhoneiros conseguem parar o país em busca de suas reivindicações. Isso ocorre pois não há investimentos em outras formas de transporte de cargas.
Até pouco antes de Juscelino Kubitschek, presidente entre 1956 e 1961, propor um plano desenvolvimentista para o país, grande parte das cargas eram transportadas via ferrovias, porém, com o grande impulso da indústria automobilística naquele período, as estradas foram ganhando cada vez mais espaço.
Infelizmente o investimento em outras formas de transporte é bem pequeno atualmente no país, mesmo sabendo que o modal rodoviário pode ser mais caro que as hidrovias ou ferrovias. O transporte hidroviário, por exemplo, faz uso de barcos, balsas ou navios para se locomover, podendo transitar por oceanos, mares, rios ou canais.
O modelo ferroviário é o segundo mais utilizado no Brasil, e se comparado ao rodoviário é mais econômico, visto que cada vagão de trem consegue transportar a carga de 3,5 caminhões em média.
Sabendo que esse é um ano de eleições, podemos e devemos cobrar dos candidatos à Presidência da República planos de ação para a logística de transporte de cargas, para que no futuro não fiquemos reféns de pedidos que possam não ser viáveis para toda a população.
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