Cidades
Publicada em 13/06/2018 - 22h52min

Suzano

Secretaria dá início a série de ações contra trabalho infantil

Proposta inclui fazer busca ativa para localizar crianças que estejam trabalhando e conversar com as famílias

Foto: Wanderley Costa/Secop Suzano

Evento ocorreu no anfiteatro do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe)
A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social deu início ontem às ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) em Suzano. Mais de cem pessoas estão envolvidas nessa atuação, que vai se estender até agosto. A iniciativa é uma intensificação do trabalho que é desenvolvido o ano todo pela pasta e também em referência ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, que tem como ícone um cata-vento de cinco pontas coloridas.
Na prática, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) farão busca ativa na periferia do município para localizar crianças e adolescentes que estejam trabalhando. Se forem encontradas, elas serão abordadas e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social entrará em contato com as famílias para apoiá-las e auxiliá-las a fim de acabar com essa situação. Em seguida, as entidades parceiras serão acionadas para fazer esse acolhimento e atividades de aconselhamento e orientação.
O lançamento do Peti 2018 ocorreu no anfiteatro do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe) e contou com as presenças da presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama, Larissa Ashiuchi; do secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Fátimo Aparecido Rodrigues; do vice-presidente da Câmara de Suzano, vereador Rogério Gomes do Nascimento (PRP); da presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Patrícia Braga; e de integrantes de Cras, Creas, Conselhos Tutelares e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdicas).
Para a primeira-dama, é fundamental que a iniciativa seja constante, ainda que intensificada pontualmente neste período. "Temos que diariamente dizer não ao trabalho infantil e levar essa mensagem para todo lugar. É triste se deparar com uma criança ou um adolescente trabalhando, seja na rua ou mesmo em casa. Queremos dar o devido preparo para o futuro e para o mundo a esses jovens, que ainda não estão em idade produtiva. Por isso a conscientização é nosso dever", afirmou Larissa. 
Direitos
Os presentes também puderam assistir a uma palestra da psicóloga Cristiane Teixeira, que apresentou o tema como uma agenda estratégica e ressaltou a importância da atuação dos agentes da rede de proteção e garantia de direitos. "É importante a mobilização do município para proteção da infância e da adolescência e a continuidade das ações de enfrentamento. Ao mesmo tempo, também são fundamentais o combate ao trabalho escravo e o estímulo a empresas para inserção de adolescentes na condição de aprendizes. Ou seja, é preciso abrir possibilidades de aprendizagem, preparo e formação", enfatizou.
 
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