Cidades
Publicada em 13/06/2018 - 23h26min

Rinaldo Junior*
Mobilização

Audiência pública pode dar fim à greve da Educação ainda hoje

Encontro entre servidores e prefeitura ocorrerá logo mais, às 19 horas, na Câmara; antes haverá outra assembleia

Foto: Vitoria Mikaelli

Grupo pede o reajuste dos salários dos servidores e aumento no vale-alimentação
Uma audiência pública entre os servidores da Educação e a Prefeitura de Poá foi agendada para hoje, às 19 horas na Câmara, para discutir algumas propostas com os trabalhadores que estão em greve desde a segunda-feira da semana passada. A categoria solicita o reajuste dos salários e o aumento do vale-alimentação. A informação foi divulgada ontem em uma entrevista realizada com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserp), Mari Leila Boaceff.
Os servidores da educação chegam hoje ao 11º dia de greve e conforme disse Mari, uma assembleia será realizada antes da audiência pública. "Iremos nos reunir às 8 horas em frente a Câmara para decidir os próximos passos da greve. Estamos nos fortalecendo e muitas pessoas estão aderindo o ato", afirmou.
A presidente ainda ressaltou que a audiência será realizada com os vereadores e o prefeito Gian Lopes (PR). "Nessa reunião a prefeitura irá informar as novas propostas para os servidores. A partir dessa assembleia nós vamos deliberar o que irá acontecer. Espero que a greve acabe e possamos entra em um acordo. A administração precisa entrar com um diálogo conosco", disse.
Desde o começo do ano, os servidores pedem diálogo com a prefeitura. Diversas assembleias e manifestações já foram realizadas pelos trabalhadores. A audiência pública que será realizada hoje havia sido agendada para a quarta-feira da semana que vem, segundo contou Mari em uma entrevista anterior ao Dat, porém, com a pressão dos servidores, a prefeitura reagendou para hoje.
Na última quinta-feira, os servidores interditaram o viaduto Tancredo Neves por aproximadamente uma hora e pediram diálogo com o prefeito. A prefeitura recebeu os servidores na segunda-feira, mas não houve acordo entre as duas partes.
*Texto supervisionado pelo editor.

Sintep é alertado pela prefeitura sobre registro sindical irregular

O Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública da Estância Hidromineral de Poá (Sintep), que enfrenta dificuldades para regularizar o registro sindical, segundo informou ontem a vice-presidente do Sintep, Nathalia de Matos Gasofalo, foi repreendida pela prefeitura pela irregularidade

O Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública da Estância Hidromineral de Poá (Sintep), que enfrenta dificuldades para regularizar o registro sindical, segundo informou ontem a vice-presidente do Sintep, Nathalia de Matos Gasofalo, foi repreendida pela prefeitura pela irregularidade. Em nota, a administração divulgou não reconhecer a representatividade do sindicato perante os trabalhadores e determinou que entidade se abstenha de promover ou participar de manifestações sob pena da multa diário de R$ 50 mil por crime de desobediência à ordem judicial.
A greve dos servidores da Educação começou na segunda-feira da semana passada e a vice-presidente comentou sobre a ação da prefeitura. "O que a prefeitura informa não procede, nosso único problema é com o registro sindical. Mas a paralisação está com todos os documentos assinados e foi a categoria que decidiu a greve", afirmou.
Os trabalhadores pedem o reajuste salarial e o aumento do vale-alimentação. "Temos todo o aparato Legal, a entrada da papelada para a realização da greve foi feita pelo Sintep e o Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserp). Essa decisão da prefeitura é uma ação mais contra o presidente Edgar Passos", disse Nathalia.
A equipe do Dat tentou contato com Passos ontem, mas conforme informou o Sintep, o presidente foi assaltado durante uma comissão realizada na Vila Jaú, em Poá. Já sobre a paralisação, o Executivo também comunicou que "repudia o exercício abusivo das paralisações coletivas promovidas e orienta os seus servidores a não aderirem a tais movimentos, diante dos possíveis prejuízos que poderão ser suportados pelo apontamento de faltas injustificadas e descontos remuneratórios". (R.J.)
Texto supervisionado pelo editor.
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