Brasil e mundo
Publicada em 08/06/2018 - 18h59min

Quinta-feira de pânico

Ibovespa desaba e dólar sobe

Foto: Divulgação

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Em um dia de muita variação, o Ibovespa fechou o pregão de ontem com uma queda de 2,98%, igualando o menor patamar da bolsa em 2018. Embora seja uma das maiores quedas do ano, o final do dia não foi o pior momento. Durante o pregão, o índice chegou a desabar 6,5% por causa do aumento dos juros futuros e do preço do dólar.


Dessa forma, o Ibovespa fechou a 73.851, mas chegou a bater 71 161, o menor patamar desde meados de novembro de 2017. A queda das ações acaba gerando um ciclo vicioso porque, com a baixa, muitos investidores acabam vendendo pois atingem seu limite de perda, o chamado stop loss, o que faz a pressão negativa aumentar. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 3,92, mas chegou a superar a marcar de R$ 3,95, em seu maior nível desde março de 2016. Algumas casas de câmbio chegaram a vender dólar a mais de R$ 4,40.

Para segurar o mercado em meio à turbulência, o Banco Central e o Tesouro Nacional lançaram mão de uma operação compromissada, na qual o BC emitiu títulos com recompra marcada para daqui a nove meses. Com isso, retirou do mercado quase R$ 160 bilhões. A pressão foi suficiente para acalmar os ânimos durante a manhã, mas já no início da tarde o Ibovespa voltou a desabar.


Como a medida não foi suficiente, os investidores viram o preço de algumas ações derreter, como a Smiles, que caiu mais de 12%, e a Via Varejo, que passou dos 9%


“A volatilidade do mercado foi intensa e isso, somado às quedas recentes da bolsa, fez abrir ótimas oportunidades de compra de ações em quase todos os setores da economia”, diz Tiago Reis, fundador e CEO da consultoria de investimentos Suno Research.
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