Brasil e mundo
Publicada em 02/06/2018 - 21h25min

Após a greve

Valor da gasolina volta a subir nas refinarias

A greve dos caminhoneiros colocou em xeque a política de preços da Petrobras e levou a estatal a congelar o valor cobrado pelo diesel nas refinarias, mas os reajustes diários da gasolina seguem a todo vapor

A greve dos caminhoneiros colocou em xeque a política de preços da Petrobras e levou a estatal a congelar o valor cobrado pelo diesel nas refinarias, mas os reajustes diários da gasolina seguem a todo vapor. Ontem, o litro da gasolina tipo A passou a R$ 2,0113 nas refinarias da Petrobras, alta de 2,2% em relação aos preços de quinta e sexta-feira.
Foi a segunda elevação seguida na gasolina, depois de cinco quedas. Ao longo da semana em que os protestos dos caminhoneiros pararam estradas em diversos pontos do País, o combustível acumulou redução de 6,4%. Com as elevações da última quinta-feira até ontem, a alta acumulada ficou em 3%.
Em outubro de 2016, cinco meses após a chegada do ex-presidente Pedro Parente à Petrobras, a estatal anunciou mudanças em sua política de preços. Um comitê de executivos foi formado apenas para definir valores, que passaram a ser alinhados aos preços internacionais, incluindo a variação cambial.
A primeira decisão do comitê foi por baixar os preços nas refinarias, já que, desde 2016, a cotação do barril de petróleo vinha em queda. Até outubro daquele ano, enquanto o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff provocava a mudança do governo, a Petrobras manteve seus preços, aproveitando para engordar o caixa. Só que a redução dos preços lá fora incentivou distribuidoras privadas a importar combustíveis, já que a Petrobras, única produtora nacional de derivados, comanda os preços domésticos. (E.C.)
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