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Publicada em 26/05/2018 - 22h30min

Estadão Conteúdo
" Onde Nascem os Fortes"

umA jornada de transformação

Há sete anos na Rede Globo, Alice Wegmann descreve a personagem que virou a sua vida pessoal no avesso

Foto: Fotos: Divulgação

Para a atriz, este é o papel mais dramático da sua carreira, ela vê Maria como uma representação do poder feminino, que mostra a força e a garra das mulheres
Estava tudo certo para Alice Wegmann interpretar Ema, da novela das 18 horas, "Orgulho e Paixão". A atriz também estava prestes a terminar a faculdade de Comunicação. Isso até ela receber um telefonema inesperado do diretor José Luiz Villamarim num sábado à noite, no ano passado. Villamarim queria que a atriz fosse a Maria de "Onde Nascem os Fortes". E, para isso, ela precisaria viajar à Paraíba dali a dois dias. O convite viraria sua vida no avesso, mas ela não titubeou e aceitou. Na segunda-feira, já estava no avião, rumo ao set da supersérie. 
Numa folga de gravação, Alice conversou sobre a sua personagem, Maria, a garota do Recife que inicia, no sertão paraibano, uma jornada em busca do irmão gêmeo desaparecido - uma situação-limite que faz surgir um lado de Maria que ninguém conhecia, nem ela própria. E, ao mesmo tempo em que há a simbólica perda de sua inocência, a personagem se apaixona por Hermano (Gabriel Leone). 
É uma frequência de atuação que exigiu, inclusive, força física de Alice. Há cenas de bike, de fuga, de comer terra. A vantagem é que Alice já tem preparo físico. "Fui atleta a minha vida inteira, fiz oito anos de ginástica olímpica. Acho que isso ajudou muito. Esse foi o grande laboratório que tive para fazer esse personagem", conta a atriz, que teve pouco tempo para se preparar para o papel. "A preparação foi justamente o susto", diz. "Acho que essa, na verdade, foi a melhor forma de começar nessa personagem, porque ela não pede uma coisa muito racionalizada". 
Na primeira reunião com o autor George Moura, ela ouviu a seguinte descrição: Maria é muito coração e movimento, vai no instinto, na intuição. "Ela não é preparada para pegar uma arma e atirar em alguém, nunca fez isso na vida. São coisas que vão acontecendo numa forma de defesa dela, e ela acaba se transformando numa pessoa que nunca imaginou que fosse virar", descreve.
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