Opinião
Publicada em 16/05/2018 - 23h28min

Fiscalização

O Estado escolheu a cor amarela e o mês de maio para realizar a já conhecida campanha de conscientização para um trânsito mais seguro. Entrega de folhetos aos motoristas, banners nos semáforos, palestras em escolas, com aulas práticas e teóricas aos alunos, e todo tipo de ação voltada à segurança está incluída na campanha.
A ação é importante, principalmente porque depois de cinco anos seguidos com redução de mortes no trânsito, o país apresentou um preocupante aumento de 23% no número de casos. Para que se haja nova queda será preciso aumentar ainda mais a fiscalização, principalmente em alguns locais das cidades já conhecidos como ponto de encontro de beberrões. Além disso, aglomerações de jovens nas ruas com som alto, drogas e bebidas - os chamados pancadões -, e qualquer outro tipo de evento parecido, também precisam ser minimizados pela fiscalização. É ela, a vigilância, que poderá auxiliar para um trânsito mais seguro. Infelizmente, quanto maior o monitoramento e a multa (é uma pena que algumas pessoas não tenham essa consciência por si só), menor é a incidência de casos.
Na capital, um exemplo clássico de que a fiscalização não vem sendo bem feita, é a conhecidíssima avenida Paulista que, à noite, vira uma grande passarela livre para a venda de bebidas alcoólicas clandestinas, principalmente para adolescentes. Domingo passado, como registrou o jornal Estado de S. Paulo, a partir das 17 horas os ambulantes já transitavam livremente pela via. Com isso, o público local também muda. Famílias, amigos e casais saem de cena com a chegada de um público disposto a passar a noite bebendo, até a hora de pegar o carro e voltar para a casa. Portanto, voltando à campanha do "Maio Amarelo", é, sim, importante, que o governo tome providência para alertar a população, em especial os mais jovens, sobre o perigo e o prejuízo irreversível que se pode ter quando se dirige alcoolizado. Mas, acima de tudo, a fiscalização e o "mexer no bolso", como sempre, é o que traz mais resultados.
O lado bom é que as crianças, que são o nosso futuro e que participam da campanha, são afetados positivamente. O investimento do Estado e prefeituras são válidos.
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