Opinião
Publicada em 15/05/2018 - 22h54min

Reconhecimento

O episódio ocorrido em Suzano no último sábado, véspera de Dia das Mães, quando uma policial militar de folga evitou um assalto em frente a escola onde haveria uma apresentação dedicada às homenageadas do domingo, correu o mundo. Como todos já devem saber, a PM alvejou um suspeito com três tiros e ele acabou morrendo no Pronto-Socorro (PS) do município. Nenhuma outra pessoa, mães, alunos, funcionários, ou quem quer seja, se feriu na ação.
A policial conseguiu se proteger de um possível contra-ataque. Na sequência, ela imobilizou de vez o suspeito, tirou a arma do alcance dele e acionou a Polícia Militar. Toda a ação promovida por ela está correta e vai ao encontro com as instruções passadas pela corporação, que é a de somente atirar quando a vida de outras pessoas estiver em risco e, é claro, a própria. Já cansamos de ver situações, inclusive no Alto Tietê, em que o policial, nesse caso tanto o militar quanto o civil, é morto durante assalto quando os criminosos descobrem que o alvo do roubo é um integrante da polícia. Ela fatalmente entraria para essa estatística caso não tivesse agido, mas agiu, e bem.
Policiais que atuam na região e em outras cidades às vezes precisam se contentar com viaturas defeituosas, algumas quebradas e encostada por falta de peças. A própria arma utilizada não é das melhores: uma pistola Ponto 40, dura, com empunhadura ruim e que pode até travar diante de um conflito. Seria muito melhor uma Glock austríaca, mais leve e precisa do que o modelo utilizado pelos policiais paulistas. Ou seja, é possível ver que se faz muito com pouco. Sabidamente há policiais ruins, assim como há jornalistas ruins e demais profissionais de outros segmentos, mas o que a PM de folga fez, e que muitos fazem, todos os dias, merece ser reconhecido.
Sobre a morte do suspeito, que era egresso do sistema carcerário, é claro que ela não deve ser comemorada como muitos fizeram, pelo contrário, deve ser lamentada. O episódio mostrou, mais uma vez, que temos muito a percorrer, tanto do ponto de vista de segurança, como recuperação do indivíduo dentro do sistema penitenciário.
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