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Publicada em 18/05/2018 - 22h26min

Estadão Conteúdo
Crise hermana

Argentina irá apresentar plano econômico ao FMI

Medida será adotada para ajuda na criação de empregos e resgate da confiança da população

Foto: Divulgação

Este seria o primeiro programa do presidente Mauricio Macri para enfrentar crise
O programa econômico que a Argentina apresentará ao Fundo Monetário Internacional (FMI) terá por objetivo a expansão do crescimento, a criação de empregos e o resgate da confiança do mercado para reduzir as necessidades financeiras do país e colocar a dívida pública em uma trajetória de queda, disse ontem a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.
Segundo ela, o governo de Mauricio Macri pretende proteger a população mais vulnerável durante essa "transição". As declarações foram dadas por Lagarde depois da reunião da Diretoria Executiva do FMI que analisou o pedido da Argentina de um empréstimo "stand by de acesso excepcional", destinado a países que enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos externos. "Apoio totalmente esses objetivos", afirmou.
"Esse será o programa econômico da Argentina, um que é de total propriedade do presidente Macri e seu governo", disse Lagarde. "Essa é uma parceria entre a Argentina e o FMI e nosso objetivo comum é alcançar uma rápida conclusão dessas discussões." As conversas começaram há dez dias.
Lagarde elogiou as medidas adotadas por Macri desde o início de seu governo, mas ponderou que a necessidade de construção de consenso para aprovação de reformas reduziu o ritmo de algumas delas.
Na avaliação da chefe do FMI, a volatilidade na Argentina é provocada pelo aperto de condições financeiras em âmbito global e a seca que prejudicou a safra do país. "Foi nesse contexto que as autoridades argentinas solicitaram nosso apoio para ajudar a combater a volatilidade do mercado e proteger o crescimento, a criação de empregos e a coesão social na Argentina." O stand by de acesso excepcional permite que o país obtenha financiamento várias vezes superior à sua quota no Fundo.
A decisão de Macri de recorrer ao FMI foi condenada por parte da população argentina, que saiu às ruas para protestar. Isso e o histórico negativo do Fundo no país ajudam a explicar a linguagem conciliadora adotada por Lagarde.
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