Esportes
Publicada em 11/04/2018 - 23h39min

Estadão Conteúdo
Confusão

TJD deixa final do Campeonato Paulista passível de alteração

Sentindo-se prejudicado com a decisão do juiz na decisão do torneio, Palmeiras solicitou instauração de inquérito

Foto: ROBERTO VAZQUEZ/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Lance criou polêmica por demorar sete minutos para o árbitro mudar de opinião
Até o próximo dia 23, pelo menos, ninguém poderá discutir: o Corinthians é o campeão paulista de 2018. No entanto, em caso no qual vem mais confundindo do que esclarecendo, o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) deu a entender que o resultado do dérbi do último domingo ainda é passível de alteração, a depender do que a investigação interna apontar até o julgamento.
Segundo o presidente do órgão, Antonio Olim, logo após o Palmeiras ter solicitado na noite de terça-feira a instauração de inquérito para apurar suspeitas de interferência externa na partida que decretou o título estadual a favor do rival, o caso foi passado para as mãos do procurador-geral do TJD-SP, Wilson Marqueti Júnior, e da procuradora Priscila Carneiro de Oliveira. Serão eles, com auxílio de cinco membros da 3.ª Comissão Disciplinar, que analisarão os fatos e decidirão pela apresentação ou não de denúncia.
O clube alviverde alega que a arbitragem sofreu influência de gente externa ao campo ao mudar o entendimento na marcação de um pênalti. Após assinalar a suposta falta do corintiano Ralf em Dudu, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza voltou atrás sete minutos depois, tempo no qual teria recebido, de acordo com o entendimento palmeirense, auxílio de Dionísio Roberto Domingos
Dionísio é o chefe do Departamento de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) e estava do lado de fora do campo. O clube divulgou na última terça-feira imagens com as quais procura provar a comunicação entre ele e um dos árbitros assistentes da partida, algo proibido. Pouco depois, veio a decisão final da arbitragem apontando escanteio em vez do pênalti.
Em nota oficial divulgada ontem, a FPF negou veementemente esta tese. "As imagens veiculadas pelo site da Sociedade Esportiva Palmeiras não provam nenhuma interferência externa", disse trecho da nota. Ainda de acordo com a Federação Paulista, Dionísio "não teve qualquer influência na decisão da equipe de arbitragem".
Apesar de ter aberto inquérito para apurar o ocorrido, o presidente do TJD sinalizou que o Palmeiras teria perdido o prazo para cumprir as exigências previstas no CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) para pedidos de impugnação de resultados. Citou o artigo 84 ao afirmar que o clube não depositou, por exemplo, o valor de uma taxa à própria FPF obrigatória para dar sequência ao procedimento.
Em nota, o Palmeiras alega ter pedido apenas a instauração do inquérito, fase em que o pagamento da taxa não é necessário. E que, posteriormente, "terá a prerrogativa ou não de requerer a impugnação".
Compartilhe
Comentários
Comentar

Video

Mais vistos