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Publicada em 31/03/2018 - 18h40min

Estadão Conteúdo
"Orgulho e Paixão"

Produção mescla comédia e romance

Inspirada em Jane Austen, nova novela das seis da Rede Globo traz um olhar aguçado sobre as convenções sociais e o comportamento feminino no Brasil do século XX

Foto: Globo Produções

Novela se passa no Brasil, em 1910, com figurinos e cenários impecáveis; traz humor, romance, e, também, momentos de choro, mas sem apelar para o drama mais pesado
Autor de "Orgulho e Paixão", Marcos Bernstein diz que sempre admirou o universo da escritora Jane Austen. "As tramas, de um modo geral, não são tão complexas, como de um Alexandre Dumas. No caso dela, é muito por esse olhar para aquela época, para aquelas relações humanas; um olhar crítico, aguçado sobre essas convenções sociais, de como as mulheres lidavam com isso", conta Bernstein. 
Era uma atmosfera que já estava em seu radar há muito tempo. "Achei que tinha a ver com esse perfil de novela das 6". Mas as personagens de Austen não são transportadas de maneira literal para a telinha. Tanto que "Orgulho e Paixão", que estreou em março na Globo, se passa no Brasil, em 1910, com figurinos e cenografia impecáveis. "Parte disso, e daí temos que criar o nosso universo, a nossa novela, num formato muito diferente das coisas que já foram feitas a partir dos livros dela", explica o autor. "A gente trouxe para o País, para a época dos barões do café em São Paulo".
Mesclando romance e comédia, a novela tem como ponto de partida a família Benedito, liderada pela matriarca, Ofélia (Vera Holtz), que sonha em ver suas cinco filhas (bem) casadas: Elisabeta (Nathalia Dill), Mariana (Chandelly Braz), Jane (Pamela Tomé), Cecília (Ana Júlia Dorigon) e Lídia (Bruna Griphão). E, mesmo a contragosto do marido, Felisberto (Tato Gabus Mendes), Ofélia não mede esforços - e trapalhadas - para conseguir bons pretendentes para elas. Mas nem todas elas sonham em se casar: caso de Elisabeta, dona de um temperamento forte - e de suas próprias opiniões. "Minha ideia não é transplantar as questões contemporâneas para o passado, mas, de alguma maneira, espelhá-las: a partir das questões da época em que a novela se passa, também discutir questões faladas hoje em dia", diz ele. "(A Elisabeta) não é uma personagem oficialmente engajada, mas quer fazer as coisas que ela acha que tem direito de fazer, e a partir disso, os conflitos vão surgir."
Também integram o elenco Thiago Lacerda, como Darcy (por quem Elisabeta se apaixona); Tarcísio Meira, como Lorde Williamson; dentre outros. Além de Ofélia, o lado cômico da novela é garantido com Grace Gianoukas, como Petúlia, a governanta da vilã Susana (Alessandra Negrini). "Buscamos leveza em toda a novela, e tem humor, romance, momentos de choro, mas não daquele drama pesado. É da emoção, dos acontecimentos da vida", destaca o autor.
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