Cidades
Publicada em 12/03/2018 - 22h52min

EAD

Ensino à distância também foi assunto da entrevista

Foto: Divulgação

Para o filósofo, algumas formações mais teóricas permitem a educação à distancia
O educador Mário Sérgio Cortella realizou uma palestra na última sexta-feira, com o tema "Educação no século XXI", em que explicou os principais desafios, assim como novas tendências para o setor.
Dando seguimento à entrevista exclusiva ao Grupo Mogi News, o professor e filósofo comentou sobre uma das novas tendências dessa geração: o Ensino à Distância (EAD). "De um lado, o livro foi a primeira plataforma de ensino à distância da história e está presente até hoje".
Ele também explicou sobre a evolução das metodologias de ensino. "Seja usando papel, pergaminho ou papiro, a primeira forma foi o livro. E o que temos atualmente são outras ferramentas, sendo que 20% dependerá sempre em qual área isso está inserido, já que nem todas admitem predominância de EAD", disse Cortella, que incluiu suas experiências.
"Uma área de formação como a minha, que é a filosofia, permite sim o ensino à distância, assim como outras mais teóricas", explicou ainda que demais profissões, com natureza técnico-prática que exigem maior capacidade de atenção e manipulação, em relação à realidade ou às pessoas, precisam de aulas presenciais também.
Cortella acrescentou que outros países já admitem esses modelos há muitos anos. "A Grã-Bretanha foi a primeira região do mundo a inserir o mundo da tecnologia no campo da formação de ensino à distância. É preciso lembrar que a The Open Univesity existe há décadas no mundo britânico e foram encontrando, ao longo desses anos, qual seria o ponto correto para trabalhar dessa forma".
"A questão central da educação presencial não é apenas o modo de aproximação do conteúdo, mas a convivência. É uma experiência socio-cultural insubstituível. Estar com outras pessoas, dialogar com elas, ter clareza e um opositor em relação às tuas ideias naquela condição", porém, ele também disse sobre o EAD exigir mais disciplina e disponibilidade de aprendizagem dos estudantes, que possuem interatividade imadiada, tornando a dificuldade ainda maior.
O filósofo explicou sobre os estudantes do século XXI. "A nova geração vêm se preparando para esse avanço junto com as anteriores. Todo ser humano sempre viveu na era contemporânea, sem excessões. Mas não vivemos a contemporaneidade do mesmo modo", disse ele.
"Eu preciso aprender aquilo que está em meu circuito e também aquele que chega não nasceu sabendo. As crianças podem ter maior familiaridade com as novas tecnologias, como os mobiles, mas isso não quer dizer que farão uso inteligente apenas por saber mexer. Não é a disponibilização de ferramental tecnológico prepara alguém, mas a ausência impede a preparação", finalizou o professor. (I.G.)
Texto supervisionado pelo editor.
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