Cidades
Publicada em 10/02/2018 - 20h39min

Regalias

A notícia que se espalhou nessa semana de que o presidente Michel Temer (PMDB) iria passar o Carnaval em uma base da Marinha, localizada no litoral do Rio de Janeiro, e que para isso precisaria de uma comitiva de 60 pessoas, pegou mal para o governo. Somente poucas horas após a divulgação, as redes sociais foram inundadas de pessoas revoltadas com a atitude do peemedebista. Embora sejamos uma população que consegue se revoltar apenas por meio da Internet, desta vez as vozes do mundo virtual estavam certas. Sabemos da importância de um cargo como a Presidência da República, e tudo aquilo que ele acarreta, mas a questão é: precisa mesmo de tudo isso para passar quatro dias no litoral? Não vivemos mais na monarquia, quando um séquito de funcionários acompanhava Sua Majestade em tudo quanto é lugar. Mas, depois de toda a repercussão, o presidente reduziu o número de pessoas que o acompanharia. No entanto, o Palácio do Planalto não informou quanto.
A impressão nos sugere que pagamos uma fortuna todos os anos, em forma de impostos, para custear mordomias de pessoas do alto escalão, e isso vale para os Três Poderes da República, uma vez que recentemente o país ficou escandalizado com o auxílio moradia de magistrados, que já ganham muito bem e não precisam disso. Enquanto isso, do outro lado dessa moeda, há pessoas que acordam sem saber o que vão comer, ou se vão comer.
Temer é só um exemplo. Outros nomes que já ocuparam o cargo máximo desse país também têm direito à mordomias que são completamente dispensáveis, como o acompanhamento de quatro seguranças, dois veículos oficiais entre outros.
Regalias e privilégios precisam acabar. Não faz nenhum sentido os ocupantes, e ex-ocupantes, de cargos importantes ficarem às custas da população de forma vitalícia. Porém, alguns vão dizer que é um direito deles previsto em lei. Sim. Mas determinado fato, só por ser legal, não quer dizer que seja moral. Só para lembrar, guardadas as proporções, o Nazismo e o Apartheid, também eram legais, políticas amparadas pelo Estado. O resultado nós já conhecemos.
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