Cidades
Publicada em 10/02/2018 - 19h07min

Isabella Grisaro*
suzano

Lagoa Azul, sem isolamento, permanece como 'área de lazer'

Área continua sendo uma perigosa opção para moradores da região, atraindo até pessoas de outras localidades

Foto: Luís Moraes

Mesmo sinalização não impede que a população nade
A Lagoa Azul, localizada na avenida Senador Roberto Simonsen, no Jardim Imperador, em Suzano, continua sendo usada como área de lazer pelos munícipes, principalmente durante o verão. Mesmo com placas de advertência, a situação não mudou. O local permanece sem isolamento, fazendo com que afogamentos, invasões e acúmulo de lixo e entulho se tornem problemas recorrentes. 
A equipe do Dat esteve ontem no local. O jardineiro Eliseu Ferreira, de 41 anos, frequenta a lagoa constantemente. "Sei que é perigoso, principalmente pelas placas e pelas notícias de afogamento, mas eu sei nadar muito bem, então vou normalmente. Diferentemente de muitos jovens que vêm, pulam na água e não conseguem nadar até a margem, e acabam se afogando", comentou. 
Mas a Lagoa Azul não atrai apenas moradores da cidade, mas também visitantes de outros locais, como o motoboy Rafael Pimenta, 32, que mora no bairro Itaim Paulista, na capital. "Eu soube do local por indicação de amigos que sempre vêm, e como não tem muitas opções, achei que seria um bom lugar. Pretendo nadar mais tarde", afirmou.
Nem todos têm a mesma coragem. A dona de casa Evelin Silva, 20, preferiu não entrar na água. "Tenho muito medo pois não sei nadar, e aqui é muito fundo, então tomo mais cuidado e só fico observando a paisagem", esclareceu. A dona de casa reclamou das condições do local. "Acho que deveriam conservar mais o lugar e transformar em algo mais bonito e seguro para a população", reforçou.
O instrutor de uma autoescola em frente à Lagoa, Edson Laurentino de Sousa, 55, explicou que casos de afogamento estão ocorrendo com frequência: "Poucos dias atrás um rapaz morreu. Então a Prefeitura veio, fez algumas diligências e foi embora, mas o problema pode continuar acontecendo, pois aqui está abandonado e o poder público deveria estar mais atuante".
Sousa falou também sobre a necessidade de mais áreas e parques para a diversão e lazer dos munícipes. "O espaço é muito grande, então caberia um ambiente apropriado de lazer, que está cada vez mais escasso e difícil de encontrar. E além disso, seria muito importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vem nadar por aqui", refletiu. Segundo ele, falta sinalização. "Há poucas placas, e não ajudam já que a administração municipal não educa e não auxilia a população. Sem mencionar as obras e os resíduos de lixo que estão a céu aberto, sem nenhum tipo de cerca ou divisão que impeça a entrada", concluiu.
Na região da lagoa, a reportagem também encontrou várias pessoas em situação de rua. (*Texto supervisionado pelo editor)
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