Editorial
Publicada em 26/01/2018 - 23h34min

Sem Carnaval

Levantamento feito recentemente pelo Grupo MN constatou que a maioria das cidades do Alto Tietê não terá Carnaval de rua. Se por um lado a notícia entristece os apaixonados pela maior festa popular brasileira, que relembram, com saudosismo, os animados desfiles dos blocos carnavalescos e escolas de samba da região, por outro, anima aqueles que não gostam da folia. 
Na região, serão poucos os municípios que terão desfiles de rua. Alguns, entretanto, como Suzano, prepararam programações específicas com matinês, apresentações de blocos e concurso de marchinhas para não passar a data em branco. A Prefeitura suzanense, aliás, já disse, no começo do mês, que a cidade não terá Carnaval, pois pretende utilizar recursos financeiros para outras áreas prioritárias, como a compra de uniformes e material didático para os alunos da rede municipal. Trata-se, neste momento, de uma decisão sensata, visto que muitas administrações passam por problemas financeiros, devido à própria crise na economia brasileira e à "herança" deixada por gestões anteriores. 
No feriado de Carnaval também é comum, infelizmente, o aumento no número de acidentes de trânsito envolvendo pessoas alcoolizadas, bem como a maior incidência do tráfico e consumo de drogas, das brigas, homicídios e também a sujeira. Afinal, quem não se lembra daquela propaganda que pedia aos foliões que não urinassem nas ruas? Em termos de sociedade civilizada, é vergonhoso ter de admitir que os postes e muros, nessa época, viram verdadeiros "sanitários".
Também existe a problemática da segurança pública, envolvendo o efetivo policial e as Guardas Civis Municipais (GCMs). Na região ainda há grande defasagem de homens e viaturas e um evento desse porte demanda um deslocamento maior de equipes para os locais dos desfiles e bailes, além de um investimento mais amplo na preservação da ordem. Por todas estas questões e também pela crise que teima em assolar os Executivos Municipais, a melhor opção, neste ano, foi realmente suspender o Carnaval em algumas cidades. Pelo menos até que as finanças estejam organizadas e a festa não comprometa a segurança da população.
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