Editorial
Publicada em 10/01/2018 - 22h15min

Esperança curta

Sob o comando do presidente Nicolás Maduro, nossa vizinha Venezuela está em frangalhos e, mesmo debaixo dos olhares atentos e embasbacados dos países latino-americanos, que também estão horrorizados com a situação, o tirano parece não se importar, e continua seguindo os passos do ex-presidente falecido Hugo Chávez, levando toda uma nação à miséria. Uma verdadeira catástrofe, uma tragédia anunciada, há poucos quilômetros daqui.
Está faltando de tudo ao povo venezuelano: alimento, educação, saúde, transporte etc.. A população, bravamente, luta contra o regime ditadorial, a não ser aqueles milicianos que o presidente paga para matar quem tentar cruzar o seu caminho.
Perto dali, aqui no Brasil, o povo é contra a situação política e econômica imposta pelo governo venezuelano, mas também há exceções: alguns partidos da esquerda comandam esse exército contra a direita. Chega a ser espantosa e estúpida a esquerda brasileira. Um outro partido da oposição - talvez você se lembre -, já divulgou em seu site oficial apoio à Coreia do Norte, país este comandado por um ditador (Kim Jong-un) que ameaça o mundo com uma bomba atômica. Que ideologia é essa? Deve ser a da maluquice. Já pensou essas pessoas no poder? O Brasil pode estar indo para o abismo novamente, assim como começou a acontecer em 2002.
Este não é um discurso direitista, mas sim, apavorado, simplesmente por estamos nos aproximando das eleições presidenciais e, olhando para cima, para baixo, para a esquerda ou direita, não temos para onde correr. Pelo menos é essa a impressão momentânea de muitos brasileiros. Daqui a pouco só falaremos de Copa do Mundo e, quando menos esperarmos, será a hora de escolher o nosso candidato à presidência.
Conselho a Venezuela: vemos milhares de pessoas daquele país vindo ao Brasil para tentar uma vida melhor e mais digna. O estrangeiro sempre, ou quase sempre, é bem-vindo em terras tupiniquins, mas, sinceramente, venezuelanos... talvez seja melhor buscar outra rota menos turbulenta, porque aqui, a esperança também é curta.
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