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Publicada em 10/01/2018 - 22h15min

Cedric Darwin

Golpe trabalhista

Não existe expressão melhor para definir o que foi a reforma trabalhista. Atendendo exclusivamente a interesses patronais, houve um desmonte da legislação, retirando direitos e garantias dos empregados. O governo chama de modernização e de geração de empregos, mas o que se assistiu foram demissões em massa em universidades e hospitais pelo país.
Em novembro de 2017 houve saldo negativo de 12 mil vagas, mais demissões do que contratações no mês em que a reforma trabalhista entrou em vigor. O que se colheu da reforma foi instabilidade jurídica, que gera insegurança nas relações do trabalho e desemprego. Imagine o que ocorreria se o golpe previdenciário fosse aprovado nos moldes em que foi proposto, a cobertura securitária praticamente deixaria de existir. Ocorreria, porque nenhum parlamentar em sã consciência aprovará a reforma da Previdência em ano eleitoral.
Os deputados e senadores que aprovaram a reforma trabalhista dificilmente se reelegerão e se aprovassem a reforma previdenciária a reeleição seria impossível. A reforma da Previdência, quando e se vier, ficará para o próximo governo, até porque, o atual é apenas um tampão sem apoio popular e força política para aprovar algo que seja relevante ao país.
Os parlamentares já sentiram em suas bases eleitorais a reprovação à reforma trabalhista, tanto assim é que o governo federal gasta milhões de reais em propaganda oficial, calando a boca das emissoras de TV, dizendo que tanto a reforma trabalhista, quanto a da previdência são boas para o Brasil. Enquanto a mídia afirma que Trump é um louco e retrógrado, ele promoveu uma ampla reforma tributária e reduziu impostos das empresas de 35% para 20%. Ele quer empregos.
A renúncia fiscal de 1,5 trilhões de dólares ou 4,9 trilhões de reais será compensada pelo aumento da atividade econômica e a geração de milhões de empregos. Essa é a diferença. No Brasil pra gerar empregos se reduz direitos trabalhistas nos Estados Unidos se reduz impostos, alguém está errado.
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