Cidades
Publicada em 10/01/2018 - 21h27min

Febre Amarela

Arujá aguarda laudo de morte de macaco em condomínio

Necropsia do animal foi realizada e amostras do material serão encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise

Foto: Divulgação

Exame em São Paulo deverá determinar se a morte do macaco está ligada diretamente à febre amarela
A Prefeitura de Arujá informou ontem que aguarda o laudo sobre as causas da morte de um macaco, que foi encontrado morto recentemente, no bosque de um condomínio da cidade. A necropsia foi realizada e as amostras encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O prazo para divulgação do resultado não foi informado.
Em relação às epizootias, que são a morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros, o governo do Estado informou que ocorreram 2.491 casos, desde julho de 2016 até o momento, com a confirmação de positividade de febre amarela em 617 animais por meio de análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz, sendo 61,5% deles na região de Campinas.
De janeiro de 2017 até o momento, houve 29 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado de São Paulo. Treze deles evoluíram para óbitos, cujos locais de infecção foram os municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Os demais casos autóctones, sem óbitos, têm como locais de infecção os municípios de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.
Balanço inédito da Secretaria de Estado da Saúde mostra que em 2017 o número de pessoas imunizadas contra a febre amarela praticamente dobrou em todo o Estado de São Paulo, em relação à década anterior.
Somente no ano passado foram vacinados cerca de 7 milhões de paulistas, contra 7,6 milhões no período entre 2007 e 2016.
As sete milhões de pessoas vacinadas em 2017 receberam doses a partir de estratégias de prevenção específicas definidas pela pasta, em conjunto com municípios, a partir do monitoramento de mosquitos, macacos e casos humanos para coibir a transmissão do vírus.
Por meio das ações de Vigilância Epidemiológica, 70 cidades paulistas passaram a ter recomendação da vacinação, nos últimos dois anos. Anteriormente, 445 municípios já estavam previamente definidos pela estratégia convencional de vacinação.
As últimas ampliações regionalizadas, desenvolvidas no segundo semestre do ano passado, contemplaram cidades do Alto Tietê, da região de Osasco e bairros as zonas Norte, Leste e Sul da capital.
O avanço para essas localidades considerou o percurso do vírus pelos corredores ecológicos, que balizou a antecipação da vacinação em municípios como Jundiaí, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar, Caieiras, São Roque, Cotia, Vargem Grande Paulista, Itapecerica da Serra, Igaratá.
Convencionalmente, a vacina era indicada para áreas com recomendação previamente definidas, nas quais a cobertura vacinal é de aproximadamente 80%, nos últimos dez anos.
Parques
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reabriu ontem o Horto Florestal, o Parque da Cantareira e o Parque Ecológico do Tietê. A pasta também fará, a partir do próximo mês, uma campanha inédita de imunização contra a febre amarela no território paulista. Na região, não há previsão de fechamento dos parques. Vale ressaltar que o Alto Tietê ainda não notificou nenhum caso relacionado à doença

Região terá somente doses únicas

No Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde não confirmou o envio de doses fracionadas da vacina de febre amarela para as cidades do Alto Tietê

No Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde não confirmou o envio de doses fracionadas da vacina de febre amarela para as cidades do Alto Tietê. Por enquanto, o esquema para a vacina integral é composta por dose única, válida por toda a vida, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 
Serão alcançadas apenas as regiões da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista, totalizando 53 cidades, que receberão a campanha com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde.
Porém os municípios do Alto Tietê continuam disponibilizando doses completas à população, e não pretendem realizar essa campanha no momento. Suzano, por exemplo, incluiu mais dois postos na lista de locais da rede pública municipal que oferecem imunização contra a febre amarela. Desde ontem, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Jardim Colorado e do Jardim Vitória já estão vacinando o público. Até o momento, mais de 60 mil pessoas receberam a dose na cidade.
Quem já tomou uma dose da vacina, não precisará se vacinar novamente. A vacina aplicada até o momento, a dose padrão, tem validade para a vida toda, segundo a OMS. "Vamos reforçar nossas estratégias para proteger a população contra a febre amarela, antecipando a imunização ao levar as vacinas para locais onde ainda não há circulação do vírus", destacou o secretário de Estado da Saúde, David Uip.
Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme. Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas, como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide. Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.
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