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Publicada em 26/01/2018 - 22h54min

reconquista

Automóvel de origem alemã ganhará as lojas em fevereiro

Embora tenha sido concebido em uma plataforma mundial, o desenho do Virtus foi desenvolvido no Brasil

A Volkswagen começa a vender em fevereiro o sedã Virtus, produzido na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O modelo é feito em uma plataforma mundial, mas com design desenvolvido no país. Com ele, com o Polo, lançado em setembro, e novos modelos que serão produzidos localmente até 2020, a montadora pretende recuperar a liderança em vendas no país e também voltar a exportar para mercados de fora da América do Sul.
As negociações estão avançadas com países da África e Oriente Médio, informou o presidente da empresa na América do Sul e Brasil, Pablo Di Si. No ano passado, a Volkswagen aumentou suas vendas externas em 52%, para 163 mil unidades, enquanto as exportações totais do setor cresceram, em média, 46,5%. Di Si espera nova alta para este ano é de nova alta.
Hoje, a marca exporta para 32 países da região e seu maior cliente é a Argentina. "Vamos exportar ao mundo, principalmente para países em desenvolvimento", afirmou Di Si. Segundo ele, o carro nacional hoje tem tecnologia e está mais competitivo. Recentemente a montadora também passou a exportar motores para a Alemanha.
No mercado interno, a aposta no Virtus também é alta. O modelo vai custar de R$ 60 mil a R$ 80 mil, e disputará mercado com modelos como Chevrolet Cobalt e Fiat Cromo. O segmento de sedãs como um todo vendem cerca de 500 mil unidades por ano.
O Polo, que custa entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, foi o terceiro modelo mais vendido nos primeiros 20 dias deste mês. A versão mais cara está com fila de espera de três meses - isso ocorre, em parte, em virtude da falta de painéis eletrônicos importados da Polônia. Ele também é produzido na Alemanha, com design diferenciado do modelo brasileiro, e na Índia e África do Sul na versão antiga, que também foi produzida no Brasil até alguns anos atrás.
Tecnologia
Entre as novidades do Virtus estão sistema inéditos de conectividade e digitalização. Segundo a montadora, é o primeiro automóvel do Brasil a trazer recursos como o "manual cognitivo" - que usa IBM Watson para responder aos motoristas questões sobre o veículo, incluindo informações contidas no manual do carro.
Essa solução, informa a montadora, permite que questões sobre o carro possam ser respondidas por esse assistente inteligente, de forma simples e rápida. Por exemplo, como utilizar o sistema de mídia e fazer o espelhamento do smartphone, ou como instalar corretamente a cadeirinha para transporte de crianças.
Além do Virtus, o presidente da Volks informou que a multinacional alemã vai lançar 20 novos veículos até 2020, dos quais 13 serão produzidos no Brasil, dois na Argentina e cinco serão importados.
O próximo carro nacional será o utilitário-esportivo de médio porte T-Cross, que será fabricado na unidade de São José dos Pinhais (PR) a partir do fim deste ano.
As vendas de SUVs representam atualmente 20% do mercado total, participação que, na opinião de Di Si, deverá chegar a 25% ou 30% nos próximos anos.
Com esse veículo, a Volkswagen finalmente passa a disputar o segmento que mais cresce em vendas atualmente, o dos chamados SUVs. "De fato, demoramos muito a entrar nesse segmento, mas, por outro lado, vamos chegar com 20 SUVs globais nos próximos três anos, sendo cinco no Brasil", diz o executivo argentino que assumiu a presidência da montadora em outubro.
  • Volkswagen aposta no novo veículo para alcançar a liderança do mercado automotivo brasileiro e, ainda por cima, vender para outros países
  • Interior foi projetado para ter conectividade
  • Design possui traços inconfundíveis da Volks
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