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Publicada em 29/12/2017 - 21h04min

Estadão Conteúdo
Multiprofissional

Reiner Tenente e sua versatilidade

O ator, produtor e diretor se prepara para a estreia de "MPB - Musical Popular Brasileiro"

Reiner Tenente não é apenas um ator de teatro musical - também produz, dirige, é sócio-criador do CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), no Rio, e estuda com profundidade as origens do gênero. Aos 33 anos, Tenente é um especialista apaixonado.
Com uma carreira iniciada em 1990, ele acompanha o aprimoramento do musical no Brasil, enfrentando papéis cada vez mais desafiadores. Em dezembro, encerrou a bem-sucedida carreira de "Cantando na Chuva", para o qual estudou sapateado por mais de dois meses. Em março, estreia como ator o espetáculo "MPB - Musical Popular Brasileiro", sob a direção de Jarbas Homem de Mello (que brilhou em Cantando), e, em paralelo, desenvolve um dos grandes projetos de sua trajetória: a montagem de Company (1970), um dos grandes trabalhos do americano Stephen Sondheim, que já teve uma brilhante versão, em 2000, assinada por Charles Möeller e Claudio Botelho. Sobre os projetos, Tenente conversou com a reportagem.
Estadão - Qual foi o maior desafio em "Cantando na Chuva"? 
O sapateado. Nunca fiz um espetáculo com tantas cenas difíceis. Faço sapateado desde 2000, mas nunca continuamente. Aí precisei fazer um estudo técnico profundo e, dois meses e meio antes do início dos ensaios, vim semanalmente a São Paulo para ensaiar com a coreógrafa Chris Matallo e, no Rio, estudei com Patrícia Carillo, da Academia do Tap. 
Como estudioso de musicais, você acredita que o Brasil está em qual nível em relação a outros países? 
O Brasil está na redescoberta de sua linguagem de musical. Desde o final do século 19, já tínhamos um potente. Agora, vivemos uma redescoberta, descobrindo novas possibilidades e um musical com a nossa cara.
Você vai montar "Company", um grande trabalho de Sondheim. Qual o maior desafio?
É a obra de Sondheim que mais me afeta. Aqui, os personagens têm uma complexidade profunda, mesmo parecendo, a princípio, rasos. O que me toca em "Company" é a liquidez, a superficialidade das relações. A produção fala muito sobre ter, ou não, nos dias de hoje, uma companhia.
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