Editorial
Publicada em 13/11/2017 - 22h42min

Conectados

Mais do que um equipamento para fazer e receber chamadas, os smartphones e outros aparelhos do gênero são hoje verdadeiros computadores, onde se acessam não apenas redes sociais, mas e-mails, agenda de compromissos relativos ao trabalho ou não, as notícias da região e do mundo, entre outros tantos serviços oferecidos por meio de aplicativos.
Até mesmo o governo estadual anunciou recentemente que vai permitir o uso dos celulares em sala de aula para fins pedagógicos. Claro que tudo obedecendo a regras e com a orientação do professor. Afinal é um recurso interessante, se usado com responsabilidade, para ampliar o conhecimento. Fora das escolas, no mundo do trabalho o celular também faz parte da rotina e auxilia no dia a dia dos mais diversos setores, estreitando o contato entre clientes e empresários.
Há exageros com certeza, crianças e adolescentes que parecem embarcar para outro mundo quando estão com o celular nas mãos, atentos apenas as modinhas do momento sem preocupação com a relevância do conteúdo que acessam, e o mesmo vale para adultos. Mas é preciso orientação para que o acesso à Internet seja feito com parcimônia e possa trazer conteúdo que agregue conhecimento. A simples proibição não resolve a questão.
Causa estranheza o projeto de lei 9066/2017, apresentado na última quinta-feira pelo deputado federal Heuler Cruvinel (PSD), que visa proibir o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, o que inclui os smartphones, durante o período do trabalho. Se mesmo o Estado reconhece a importância dos aparelhos para o ensino, por que não seria útil durante a jornada de trabalho? Uma vez que as redes sociais se tornaram até mesmo rentáveis para as empresas.
A cada empresário cabe estabelecer regras para o seu uso como deve ocorrer nas escolas do Estado, mas proibir por proibir certamente não resolverá a falta de atenção de funcionários ou mesmo estudantes. Será que a regra se estenderá para as sessões da Câmara, onde vez por outra se vê um deputado mais atento ao celular do que ao que é discutido em plenário? Vamos aguardar.
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