Editorial
Publicada em 11/11/2017 - 20h14min

Coletividade

Você já percebeu que a população de países em crescimento ou ainda subdesenvolvidos têm um desejo maior de ser rica do que em países de primeiro mundo? Basta pegar o Brasil como exemplo. Muitas crianças pobres são encorajadas pelos pais a trilhar o sonho de ser jogador de futebol, artista ou qualquer outra profissão com status de celebridade, mesmo que para isso seja necessário deixar os estudos de lado.
O brasileiro quer ser rico para se sentir, de certa forma, independente do nosso fracassado sistema político. Esse desejo é uma maneira de buscar uma válvula de escape para se enclausurar em um confortável mundo particular sem ter que pensar nas dificuldades básicas que nos é apresentada, enquanto dependentes dos governantes brasileiros. O mesmo desejo não é visto em países desenvolvidos, como na Europa, por exemplo. Claro, sempre terão as pessoas mais ambiciosas, mas não é uma regra.
Os países ricos se preocupam mais com o bem coletivo do que o próprio, ao contrário do brasileiro. E é ai que entra a contradição: percebe-se, por exemplo, em locais desenvolvidos, que a população não se importa tanto em ter o carro ou celular de último modelo. Em geral, o povo europeu não é rico, mas nada lhe falta. Já no Brasil, a pouca credibilidade passada pelo Poder Público nos torna, automaticamente, mais individualistas. É comum o brasileiro ter a obsessão por bens materiais caros, já que isso nos traz mais conforto e segurança. Basta pensar nas nossas estradas. Em geral, vários trechos estão em más condições, além do alto risco de assalto nas ruas. Por isso, o pensamento de ter um carro muito confortável e blindado. Na Europa, o cidadão não precisa ter esse tipo de desejo, porque as condições da malha viária e a questão da segurança são muito bem resolvidas.
Se nossa população tiver oportunidades, a meta não mais será a riqueza individual, mas sim a coletiva, que significa andar pela rua com o celular em mãos sem ficar paranoico com assalto, deixar vidros dos carros abertos sem preocupação etc. Enfim, o caminho da coletividade é melhor para a individualidade de cada um.
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