Editorial
Publicada em 09/11/2017 - 23h26min

Pagar para ver

Ainda falta um bom tempo para que as eleições presidencias tomem conta realmente do noticiário brasileiro. Provavelmente já na metade do ano que vem estaremos todos respirando esse momento que antecede a ida às urnas. Mas será que desta vez teremos bons candidatos para escolher quem comandará o Brasil pelos próximos quatro anos?
A previsão mostra que teremos dois nomes que devem se engalfinhar até lá, pelo menos até o começo do horário eleitoral em cadeia de rádio e TV. Lula e Jair Bolsonaro já se mostraram dispostos a lutar pela cadeira mais importante do país. Em viagens pelo território nacional, ambos os postulantes buscam puxar o eleitor, exaltando as próprias qualidades e apontando o defeito do possível adversário.
A última pesquisa, feita no final do mês passado pelo Ibope, aponta que ambos os políticos chegariam ao segundo turno do certame, dando poucas chances para o eleitorado nacional.
No entanto, outro nome parece que irá aparecer nas próximas pesquisas para presidente da República, o do apresentador global Luciano Hulk. O próprio artista encomendou recentemente nova pesquisa de intenção de votos para saber quais seriam as reais chances de ele ser competitivo no pleito. Talvez Hulk deva estar se espelhando no ex-presidente americano Ronald Reagan (1911-2004), que depois de trabalhar durante muitos anos como ator, acabou se tornando o 40º presidente dos Estados Unidos.
Mas, somente depois de ter a pesquisa em mãos é que o apresentador irá decidir por qual partido político que ele iria disputar, caso o global decida de fato participar da eleição.
Esta seria a renovação política que o brasileiro tanto precisa? De um lado temos velhos políticos, promovendo políticas velhas. Do outro um nome conhecido em todo o país, que tenta emergir em um cenário que vem sendo desgastado e desacreditado por anos a fio. Colocamos ainda nesse bolo nomes como Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), além de outras figuras peculiares que sempre aparecem. Mais uma vez o brasileiro irá pagar para ver o que acontece.
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