Editorial
Publicada em 30/10/2017 - 21h50min

Trânsito

Foto: Divulgação

As leis de trânsito estão cada vez mais rigorosas para os motoristas, com multas pesadas dependendo da infração cometida, porém, ainda é grande o desrespeito à legislação e os acidentes continuam sendo frequentes. Aquele gole a mais antes de dirigir que parece inofensivo, uma olhada 'rápida' no celular ou uma ultrapassagem para ganhar alguns minutos diante do atraso para um compromisso são atitudes nas quais o motorista assume o risco de provocar um acidente que pode acabar com a própria vida ou até mesmo causar a morte de uma outra pessoa.
Somente uma mudança cultural com a conscientização daqueles que estão atrás do volante pode reverter este quadro. Já que a medida mais comum, que é 'pesar' no bolso, como o aumento no valor das multas promovido no ano passado, não tem surtido muito efeito. Não é raro notícias de pessoas com um número excessivo de multas, que continuam trafegando pelas vias até serem pegos em alguma blitz de fiscalização.
E essa mudança necessária para um trânsito mais seguro passa também pelos pedestres e ciclistas, que, embora sejam o elo mais frágil desta engrenagem, também podem representar risco para si mesmos e para os veículos. De acordo com a resolução publicada na última sexta-feira pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em seis meses, os pedestres passaram a ser multados por andarem fora das áreas permitidas.
Os pedestres terão que pagar uma multa de R$ 44,19, metade do valor da infração mais leve, se forem autuados no meio da rua ou atravessarem fora da faixa, da passarela ou passagem subterrânea. Em regiões periféricas, não é difícil ver carros desviando de pessoas, que algumas vezes estão mais atentas ao celular do que em qualquer outra coisa. Os ciclistas, que muitas vezes são vítimas fatais do trânsito, também passarão a ser punidos caso circulem onde não é permitido ou conduzam sua bicicleta de 'forma agressiva'. O valor da multa corresponde a uma infração média, R$ 130,16. É preciso cobrar atenção de todos, mas, também ter cuidado para que não se torne apenas uma maneira nova de arrecadar recursos.
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