Editorial
Publicada em 25/10/2017 - 22h27min

Frustrações

A discussão sobre o bullying ganhou ainda mais força no Brasil após a tragédia ocorrida em Goiás, na sexta-feira passada, quando um jovem de 14 anos disparou tiros contra colegas de classe, matando dois e deixando outros quatro feridos. Pelo que parece, o autor dos crimes, filho de policiais militares, sofria com as constantes provocações por parte dos colegas.
Na semana passada, em Ohio, nos Estados Unidos, um garoto de 9 anos também levou uma arma para a escola. A professora do aluno foi quem evitou uma tragédia. A explicação da criança para estar armada foi o bullying que sofria. No ano passado, também nos Estados Unidos, uma criança da mesma idade se matou com um tiro por não suportar mais as piadas dos colegas.
Esses são apenas três casos famosos dos muitos que ocorrem ao redor do mundo. Mas, será que provocações justificam atitudes tão extremas como essas? Brincadeiras de mal gosto entre jovens sempre existiram e, se o bullying fosse uma das causas para pessoas matarem umas as outras ou se suicidarem, a humanidade provavelmente já estaria extinta. Por isso, o diálogo entre pais e filhos é fundamental. A vida é repleta de frustrações e temos que aprender desde cedo a enfrentá-las. O motivo de seus fracassos e tristezas nem sempre é o outro mas, quando for, resta levantar a cabeça e seguir em frente. Viver é um desafio, basicamente porque não temos controle sobre o que pode acontecer no segundo seguinte.
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou em 2015 uma lei Federal que prevê a implantação de ações para combater o bullying nas escolas. O Estado também desenvolve diversas ações, assim como algumas cidades do Alto Tietê - Ferraz, Mogi (que tem uma lei municipal que institui a Semana de Conscientização e Prevenção do Bullying, em abril), entre outras. O bullying existe quando se extrapola o limite da brincadeira e deve ser combatido se houver agressão física ou extrema pressão psicológica. De resto, são apenas frustrações que temos que enfrentar e aprender a dar com elas. Caso contrário, o bullying vai continuar sendo uma desculpa para atos criminosos.
Compartilhe
Comentários
Comentar

Video

Mais vistos