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Publicada em 27/10/2017 - 22h14min

Renato Ramos

Bullying

Sexta-feira, 20 de outubro. Um garoto de 14 anos abriu fogo contra os colegas em uma sala de aula de uma escola em Goiânia. O menino só parou de atirar graças à coragem da coordenadora do colégio, que evitou um massacre e o suicídio do atirador. Naquela mesma semana, uma arma foi encontrada com uma criança de uma escola de Middletown, perto de Ohio, nos EUA. O menino, que frequenta a terceira série, disse às autoridades que vinha sofrendo bullying. Uma possível tragédia foi evitada graças à professora, que notou um volume estranho no bolso do menino.
Casos como estes, motivados pelo bullying, são frequentes. Os dados também assustam. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada dez estudantes é vítima frequente dessa prática, isso envolve quase 30% dos estudantes brasileiros. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 7,4% dos 2,6 milhões de estudantes que cursaram o 9º ano do ensino fundamental em 2015 - algo em torno de 195 mil alunos - afirmaram ter sofrido bullying.
Entre os que se sentiram humilhados, os principais motivos de chacota foram a aparência do corpo (15,6%) e do rosto (10,9%). O índice de alunos que admitiram já ter chantageado o colega, espalhado boatos ou criado apelidos pejorativos consegue ser ainda maior: 19,8% - ou 520 mil estudantes. Desses, 24,2% são meninos e 15,6%, meninas. E o resultado de tudo isso é o estrago na vida da vítima. O mais evidente é no próprio rendimento escolar dos alunos que sofrem ou praticam esse tipo de agressão física ou psicológica. A longo prazo, o impacto também pode ser na saúde física e mental dos alunos.
O Hospital Infantil de Boston, nos EUA, revela que quanto mais longo o período em que uma criança ou adolescente sofre ameaça, xingamento ou intimidação, mais grave e duradouro será o impacto sobre a saúde da vítima. Então, as escolas, os professores e os alunos têm que ficar atentos. Bullying é muito grave e os casos têm de ser acompanhados para que não ocorram mais tragédias.
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