Esportes
Publicada em 07/10/2017 - 21h07min

Movimento olímpico

Confederações destacam gestão

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Marco Aurélio de Sá Ribeiro acredita em mudança
O que poderia ser um enorme legado esportivo no Brasil, trampolim para novos tempos, ainda mais depois da primeira Olimpíada na América do Sul, tornou-se um duro golpe no esporte olímpico brasileiro. Dirigentes presos, fuga de patrocinadores e futuro incerto tiraram o brilho de uma competição marcada por alegria e bons resultados no Rio 2016.
O momento serve para repensar as relações entre os poderes estabelecidos e tornar a gestão olímpica do Brasil mais forte. Se antes dirigentes e atletas evitavam atritos por temer a perda de recursos importantes, e ficavam em silêncio em momentos turbulentos, agora acham que podem colocar em prática ideias para melhorar o esporte no país.
"Eu vejo essas coisas de maneira positiva. Estou confiante de que todo movimento e situação vão servir para esclarecer a responsabilidade de cada um e fazer melhor. Isso tudo faz parte do legado", comentou Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela).
A sede da CBVela foi construída com recursos da iniciativa privada e há até eleições diretas agora. "Temos transparência. A partir do momento que uma entidade está dentro de uma estrutura de boa gestão, isso se transforma. Essa situação vai obrigar todo mundo a ter padrão de governança", disse Ribeiro.
Se em um primeiro momento os dirigentes esportivos evitaram falar sobre a prisão de Carlos Arthur Nuzman, depois dos esclarecimentos os presidentes de confederações decidiram colocar seus pontos de vista. "A posição da CBAt não muda em relação à situação atual do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), até porque não temos elementos jurídicos sólidos para comentar. A CBAt preocupa-se com o atletismo e com toda a situação esportiva do país, corte de verbas, tudo o que pode dificultar o desenvolvimento da modalidade até Tóquio", afirmou José Antonio Martins Fernandes, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
Francisco Ferraz, presidente da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), foi um dos poucos a se manifestar no dia da prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman. "Para a gente não faz muita diferença no aspecto financeiro, pois nossos recursos já são bem reduzidos", disse.
Afastamento
Nuzman, presidente do COB, pediu o afastamento do cargo, o que foi confirmado na tarde de ontem pelo Comitê, em nota no site da entidade, e também pela Assessoria de Imprensa da defesa de Nuzman. A carta assinada pelo presidente traz a data de sexta-feira. O comunicado será analisado em assembleia geral extraordinária do comitê, marcada para a próxima quarta-feira, às 14h30, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. (E.C.)
Compartilhe
Comentários
Comentar

Video

Mais vistos