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Publicada em 06/10/2017 - 23h45min

Estadão Conteúdo
Após prisão

COI anuncia suspensão do COB e afasta Nuzman

Apesar das medidas do comitê internacional, atletas poderão participar dos Jogos de Inverno

Foto: Tania Rego/Agência Brasil

Presidente Carlos Arthur Nuzman foi afastado do Comitê Olímpico Internacional
No pior golpe já sofrido pelo movimento olímpico brasileiro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou ontem que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) está suspenso e afastou o seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, de suas funções diretivas. Nuzman está preso provisoriamente no Rio de Janeiro por suspeita de corrupção. A decisão, no entanto, permite que os atletas brasileiros possam continuar a representar o país nos Jogos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul. Não se sabe ainda, entretanto, se isso poderá ocorrer com a bandeira do Brasil.
A decisão foi adotada pelo Conselho Executivo do COI ontem, depois de avaliar as alegações da polícia sobre os dirigentes brasileiros e a suposta compra de votos pelo Brasil para sediar os Jogos de 2016. Sobre Nuzmam, o COI indicou que ele está suspenso provisoriamente de todos os seus "direitos, prerrogativas e funções derivadas de seu cargo de membro de honra do COI". Ele ainda foi afastado da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio.
Mas as medidas adotadas pelo COI não se limitam ao dirigente. E a máxima entidade olímpica decidiu suspender o próprio COB de toda a sua relação com o órgão internacional. "O COB e seu presidente, Carlos Nuzman, foram responsáveis pela candidatura do Rio de Janeiro em 2009. De acordo com a regra 59 da Carta Olímpica, a suspensão significa que "todos os pagamentos e subsídios do COI para o COB estão congelados". Outra medida adotada é a de que o COB não será autorizado a exercer seus direitos de membro.
Conforme a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo antecipou na edição de ontem, o COI ainda está suspendendo todos os repasses ao Brasil, inclusive para cobrir o rombo do Comitê Rio-2016. Para justificar a decisão, o COI aponta que tanto Nuzman como Leonardo Gryner, também preso e que era diretor-geral do Comitê Rio-2016, estavam no comando do Comitê Organizador dos Jogos por "muitos anos". 
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