Brasil e mundo
Publicada em 26/10/2017 - 22h38min

Estadão Conteúdo
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Temer diz que 'Brasil não parou'

Em solenidade para financiamento de obras no Rio pela Caixa, presidente não poupou elogios a Rodrigo Maia

Um dia depois de salvar seu mandato barrando o prosseguimento de uma segunda denúncia criminal na Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer (PMDB) disse ontem que o país não parou diante do que chamou de "suposta crise política". Ele disse também que o período de instabilidade teve um fim. Temer, que chegou a ser internado anteontem por complicações urológicas e teve repouso recomendado por médicos, participou de uma cerimônia fechada no Palácio do Planalto na qual a Caixa destinou R$ 652 milhões para obras no Rio de Janeiro, berço político do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), de quem o peemedebista tenta se reaproximar.
"Assumimos o país com recessão e caminhamos de tal forma que neste momento, vejam que nestes últimos 5, 6 meses, sem embargo de uma suposta crise política, que penso tenha final no dia de ontem, o Brasil não parou", disse Temer. Reforçando um dos slogans do governo federal, Temer afirmou que trabalha para colocar o Brasil nos trilhos. "A inflação caiu a níveis suportáveis, os juros caíram e a tendência é chegar ao fim do ano com 7%. Foi neste cenário que o desemprego começou a cair."
O evento foi restrito a autoridades, sem a presença de jornalistas, e transmitido nas redes sociais do presidente. A Caixa firmou contrato para financiamento de obras de infraestrutura e saneamento no Rio. Maia disse que o evento era uma "agenda positiva" e que tem trabalhado com o governo federal "sem partidarismo" para ajudar o Estado.
Simbolicamente, o presidente assinou o contrato e convidou deputados do Rio, Maia entre eles, para firmar o documento com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi (PP), e o prefeito Marcelo Crivella (PRB). O partido de Crivella comanda o ministério da Indústria e Comércio Exterior (ministro Marcos Pereira) e entregou mais votos a favor de Temer para barrar a segunda denúncia contra o presidente ontem.
Temer fez questão de afagar Maia. Ele lembrou que, enquanto Maia esteve como interino, assinou um projeto de recuperação fiscal para o Rio, que também deve ajudar Estados em crise financeira, como o Rio Grande do Sul, governado pelo PMDB. Maia e Crivella lembraram que o Rio vive uma crise econômica e citaram a insegurança na cidade e no Estado, reforçada ontem com o assassinato, por fuzilamento, de um comandante da Polícia Militar na Zona Norte carioca.
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