Brasil e mundo
Publicada em 21/10/2017 - 20h20min

Contra o desemprego

Emprego de fim de ano é esperança

Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil

Boa parte das vagas é para empregos em shoppings
As vagas temporárias para o fim do ano, principalmente no comércio, podem representar para muitos uma possibilidade de contratação definitiva ou uma renda extra para os gastos de dezembro e janeiro.
Em Brasília, pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) indicou que 31,8% dos empresários farão contratações temporárias. As vagas criadas serão aproximadamente 3,9 mil até o Natal. No ano passado, 16,3% contrataram e 3,8 mil postos temporários foram abertos. O levantamento ouviu 425 lojistas de shopping e de rua, de 15 setores diferentes, entre 7 e 9 de agosto.
O presidente da entidade, Adelmir Santana, ressalta que a expectativa de contratações ainda está distante dos patamares verificados em anos pré-crise econômica. "Quando a economia estava bem, lá em 2014, esse número era de 7 mil a 9 mil pessoas. Ainda não está estabelecida a confiança plena. Mas já é um sinal de recuperação quando eles (lojistas) dizem que vão contratar pessoas".
Segundo Santana, com a crise, os empresários também estão retardando as contratações. A ideia é, primeiro, ter certeza de que haverá alta no movimento. "No passado (as contratações) eram na segunda quinzena de agosto. Este ano, a perspectiva é só a partir da segunda quinzena de novembro", explicou.
Entre os segmentos pesquisados pela Fecomércio-DF, o de lojas de calçados e acessórios foi o que apresentou maior intenção de contratação temporária (36%), seguido por livraria e papelaria (20,3%); lojas de brinquedos (19%); floricultura e cestas (15,7%); chocolataria (15,5%); vestuário (11,2%); artigos para presente (11,1%); perfumaria e cosméticos (10,7%); eletroeletrônicos (8%) e relojoarias e joalherias (6,5%).
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) estimaram a abertura de 51 mil vagas extras no final deste ano a partir de pesquisa feita com 1.168 empresários dos setores de serviços e de comércio varejista nas capitais e interior do país.
Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê mais de 73 mil contratações. (A.B.)
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