Cidades
Publicada em 12/08/2017 - 20h10min

Stefany Leandro
Amor de sobra

Desafio de criar filhos de mães distintas

Foto: Divulgação

Missão do poaense Molina Junior é unir seus filhos
Com o passar do tempo, o conceito de "família" vem mudando e, cada vez mais, o modelo tradicional, em que pai, mãe e filhos dividem o mesmo teto, tem deixado de ser realidade em muitos lares. Mas, seja qual for a configuração, é possível, sim, manter uma boa relação, baseada em amor e companheirismo, mesmo que a estrutura familiar seja bem diferente da ilustrada nas propagandas de margarina.
Tal situação é vivenciada pelo arquiteto Francisco Rodriguez Molina Júnior, de 42 anos. O poaense é pai de cinco filhos, com idades entre 7 e 22 anos, frutos de quatro relacionamentos diferentes, e conta que é preciso se desdobrar para exercer a paternidade da melhor forma possível. "Eu sei que não acerto sempre, mas faço o que posso para ser um bom pai. O meu não foi presente, então, eu tento fazer com que eles não passem pelo que eu passei. Tenho a preocupação de deixar algo para eles, alguns bens, mas, mais do que isso, eu os 'ensino a pescar'. Quero que eles saibam se virar quando eu não estiver mais aqui, por isso, em tudo o que faço, procuro fazer com que eles participem, tento ensinar", explicou.
Segundo Júnior, o maior desafio e que, vem sendo cumprindo com excelência, é fazer com que os irmãos, que vivem em residências distintas e possuem mães diferentes, mantenham uma forte ligação. "Os mais velhos sempre estudaram na mesma escola, para que se vissem diariamente. Além disso, nos fins de semana, eu procuro reuni-los para alguma atividade conjunta. Infelizmente, isso tem ficado um pouco difícil, porque eles estão crescendo e cada um tem suas obrigações, mas tentamos conciliar. Sempre procurei passar para eles essa visão de que são irmãos e precisam estar unidos, porque família é o bem mais precioso que existe. E em situações difíceis terão um ao outro para contar", destacou.
Segundo ele, para não falhar nesta missão, é preciso às vezes abrir mão dos próprios objetivos. "Tenho familiares na Inglaterra e fico indignado em ver que para se ter uma vida melhor é preciso ir para outro País. Mas eu permaneço aqui, por essa questão de família, porque vejo que sou a ligação entre eles e tenho receio que isso pudesse os distanciar", contou.
Para o poaense, essa relação de sucesso só é possível graças à cooperação mútua e o empenho de todos os envolvidos. "Acho que o mais importante em qualquer relação é não faltar amor. E isso meus filhos têm de sobra, tanto de mim, quanto dos avós e também das mães. Eles nunca cobraram que eu reatasse o casamento com a mãe deles, porque há muito respeito entre nós, e sou inclusive amigo delas. Então, é muito melhor viver assim do que como acontece em muitas casas, onde não há separação , mas muitas brigas", concluiu.
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