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Publicada em 06/05/2017 - 20h13min

Eleições

Abstenção deve aumentar no segundo turno na França

A estimativa é que um quarto do eleitorado francês deixe de votar para a escolha do novo presidente do país

Foto: Divulgação

Marine Le Pen e Emmanuel Macron se enfrentam no segundo turno francês
Um quarto do eleitorado da França deve se abster no segundo turno da eleição presidencial hoje, em especial eleitores de esquerda decepcionados por ver seus candidatos eliminados no turno inicial, de acordo com uma pesquisa do instituto Odoxa. As informações são da Agência Reuters. 
A taxa de abstenção prevista é a segunda pior de uma eleição presidencial desde 1965, destacando a desilusão de muitos eleitores com a necessidade de escolher entre o político de centro Emmanuel Macron e a líder de extrema-direita Marine Le Pen.
A pesquisa para a rádio pública Franceinfo, divulgada na última sexta-feira, mostrou que 69% dos eleitores irá se abster por se recusar a escolher entre Macron e Le Pen. Muitos votaram em candidatos mais à esquerda no primeiro turno, ocorrido em 23 de abril. Um terço dos apoiadores do candidato de extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon, que ficou em quarto lugar no primeiro turno, disse que se opõe igualmente a Macron e Le Pen, segundo a sondagem.
O levantamento também revelou que os eleitores consideraram Macron mais convincente do que Le Pen no agressivo debate televisionado na quarta-feira, confirmando a impressão geral transmitida por levantamentos anteriores e reforçando o status de Macron como favorito no domingo. A pesquisa Odoxa foi realizada online na quinta-feira com 998 pessoas entrevistadas.
Territórios
Os colégios eleitorais nos territórios franceses do arquipélago de Saint-Pierre e Miquelon, situado ao sul da ilha canadense de Newfoundland, abriram suas portas ontem para dar início ao segundo turno das eleições presidenciais da França. Às 7 horas, horário de Brasília, a votação foi aberta para  cinco mil eleitores. Depois foi a vez da Guiana Francesa, às 8 horas, e das Antilhas, às 9 horas. As informações são da Agência EFE. Nesses territórios, na Polinésia Francesa e os residentes no continente americano votaram ontem.
Vazamento
A frente Em Movimento, do candidato Emmanuel Macron, informou anteontem ter sido vítima de um ataque hacker "em massa e coordenado" que levou ao vazamento "nas redes sociais de informações internas de diversas naturezas". A Comissão Nacional de Controle da Campanha Presidencial na França pediu, na madrugada de ontem, que os meios de comunicação não publiquem informações sobre os documentos hackeados.
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